Uma simples coriza, muitas vezes confundida com um resfriado comum, pode evoluir rapidamente para um quadro grave em bebês. Causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a bronquiolite é uma das principais causas de internação e morte de crianças com até 2 anos de idade no Brasil e no mundo.
Segundo especialistas, os sintomas podem se agravar em poucas horas. O vírus ataca os bronquíolos, pequenas estruturas dos pulmões responsáveis pela passagem do ar. Com a inflamação, secreções e células mortas podem obstruir as vias respiratórias, causando dificuldade para respirar e, nos casos mais graves, pneumonia.
No Hospital Infantil Menino Jesus, em São Paulo, o VSR é responsável por cerca de um terço das internações de bebês e por aproximadamente 40% dos casos atendidos na UTI. Foi o que aconteceu com a pequena Antonella, de apenas 4 meses. Após apresentar sintomas gripais, ela precisou ser internada rapidamente em uma unidade de terapia intensiva.
Outra família viveu momentos de desespero quando as gêmeas Ísis e Íris desenvolveram bronquiolite ao mesmo tempo. Uma delas precisou de cuidados intensivos, aumentando a preocupação dos pais diante da rápida evolução da doença.
Atualmente, não existe um medicamento capaz de curar a bronquiolite. O tratamento é voltado para o alívio dos sintomas e pode incluir hidratação, oxigênio e suporte respiratório. A principal forma de prevenção é a vacinação.
Desde dezembro, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina contra o VSR para gestantes entre a 28ª e a 36ª semana de gravidez. A imunização permite que os anticorpos sejam transferidos para o bebê ainda durante a gestação. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de um milhão de grávidas já receberam a dose.
Os resultados já aparecem nos indicadores. As internações causadas pelo VSR caíram 52% nos primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período de 2023, enquanto o número de mortes foi reduzido em 63%. O SUS também disponibiliza o anticorpo nirsevimabe para bebês de até 2 anos com doenças cardíacas ou pulmonares e cujas mães não receberam a vacina durante a gestação.
Especialistas acreditam que a ampliação da cobertura vacinal deve contribuir para uma redução ainda maior das internações e complicações provocadas pelo vírus nos próximos anos.
Foto: Reprodução/TV Globo
Fonte: g1/Fantástico


















