WhatsApp começou a liberar na terça-feira (27) um modo de segurança avançado com recursos para usuários que acreditam estar expostos ao risco de ataques cibernéticos. A novidade oferece o nível máximo de proteção, porém limita alguns recursos do aplicativo. Anexos e prévias de links enviados por desconhecidos, por exemplo, são bloqueados automaticamente. O pacote de segurança ativa a confirmação em duas etapas, com o objetivo de evitar que a conta seja ativada em outro celular, e também bloqueia ligações de desconhecidos. Além disso, apenas contatos podem ver informações como o “visto por último” e o status online, bem como adicionar o usuário a grupos.
Para ativar a proteção adicional, é necessário abrir as Configurações, selecionar Privacidade, clicar em Configurações avançadas e habilitar a opção Configurações rigorosas da conta. Segundo o aplicativo, o recurso é voltado para pessoas como jornalistas e figuras públicas que podem precisar de proteções extremas contra ataques cibernéticos raros e altamente sofisticados. “Esse recurso foi desenvolvido para os poucos usuários que podem ser submetidos a esse tipo de ataque. Por esse motivo, ele só deve ser ativado se você acreditar que pode ser alvo de uma campanha cibernética sofisticada. A maioria das pessoas não é visada por esses ataques”, explicou o WhatsApp. A plataforma também anunciou a adoção de uma linguagem de programação chamada Rust para proteger fotos, vídeos e mensagens de programas espiões.
O WhatsApp é mais uma das plataformas que permitem aos usuários optar por proteções mais robustas contra hackers em troca de uma experiência mais restritiva. Em 2022, a Apple lançou o Modo de Bloqueio, descrito como uma proteção extrema e opcional destinada a pouquíssimos indivíduos que podem ser alvos de ameaças digitais avançadas. Disponível para iPhone e macOS, esse recurso desativa a maioria dos anexos de mensagens e prévias de links, além de restringir chamadas do FaceTime e a navegação na web. Em 2025, o Android passou a oferecer o Modo de Proteção Avançada para usuários com alta consciência de segurança. Assim como o Modo de Bloqueio, o recurso exige o sacrifício de alguns recursos em prol de uma segurança aprimorada, incluindo a restrição de downloads de aplicativos potencialmente arriscados de fora da Play Store.
Um pesquisador que ajuda a defender figuras da sociedade civil contra ataques de hackers disse à Reuters que o anúncio do WhatsApp foi “um desenvolvimento muito bem-vindo”. O recurso pode ajudar a proteger dissidentes e ativistas, além de incentivar outras empresas de tecnologia a aperfeiçoarem seus serviços, afirmou John Scott-Railton, do Citizen Lab, grupo de pesquisa da Universidade de Toronto. “Minha esperança é que outros sigam o exemplo”, disse.
Crédito da foto: Divulgação/WhatsApp
Fonte: G1 (https://g1.globo.com/)
















