O problema não é o carnaval de rua em si — é a forma como ele é organizado e conduzido. A festa é uma das maiores expressões culturais do país, mas, quando mal planejada, pode gerar conflitos, transtornos e desgaste entre foliões, moradores e comerciantes.
Entre as principais queixas estão o excesso de barulho, desrespeito a horários, bloqueios improvisados de vias e falta de organização logística. A ausência de coordenação entre organizadores, poder público e comunidade frequentemente abre espaço para situações de conflito e constrangimento.
Especialistas defendem que o planejamento é o ponto central para garantir equilíbrio. Planos de mobilidade urbana, rotas seguras, áreas de festejo bem delimitadas, fiscalização eficiente e campanhas educativas são medidas consideradas essenciais. A definição clara de horários também contribui para reduzir impactos no cotidiano de quem vive nas regiões afetadas.
Outro ponto fundamental é a comunicação transparente com a população local. Informar previamente sobre interdições, horários e trajetos dos blocos ajuda a minimizar transtornos e amplia a sensação de respeito coletivo.
A proposta não é limitar a festa, mas garantir que ela aconteça de forma organizada, inclusiva e harmoniosa — preservando o direito à celebração sem comprometer o descanso e a tranquilidade dos moradores. A sociedade civil também pode colaborar, seja com sugestões, voluntariado ou apoio a iniciativas que valorizem a cultura local de forma responsável.
(Foto: Imagem criada utilizando Whisk/Gazeta do Povo)
Fonte: GAZETA DO POVO.
















