A presidente do Conselho de Saúde do Hospital João Paulo II, advogada Larissa Furtado, cobra da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) melhorias na alimentação fornecida a pacientes e servidores da unidade. De acordo com ela, as condições são precárias.
“Apesar de já termos feito várias solicitações, temos problema sério na qualidade. Encontram-se larvas e moscas na comida. Comidas que já vieram estragadas. A Fhemig nem nos responde, mesmo que a gente, como conselho, oficie”, alega.
De acordo com Larissa, os conselhos municipal e estadual, a vigilância sanitária e as gestões local e central da Fhemig também foram oficializadas. “A única resposta oficial que tivemos foi da gestão local, que, assim como nós do conselho, está de mãos atadas, porque dependem da central”.
Conforme a denúncia, os problemas tiveram início em 2019, após fechamento do refeitório para obras. “Precisamos dar andamento à obra do refeitório ou ter melhoria da qualidade da alimentação. Da maneira como está não tem como continuar”, destacou.
“Estou falando do hospital que é referências para doenças cronicas pediátricas no estado, doenças raras e agora também referência covid-19 de pediatria no estado e que não tem nem boa alimentação para as crianças”, completou.
Em nota, a Fhemig diz que a ocorrência foi formalizada junto ao serviço de nutrição e dietética do hospital. “A comunicação deste tipo de incidente é essencial para que a empresa contratada seja devidamente notificada”, informou a fundação.
Ainda segundo a nota, o fornecimento de refeições às unidades ocorre mediante processo licitatório, e, portanto, devem ser atendidos critérios previstos no acordo de nível de fornecimento, checklist com indicadores de qualidade previsto em contrato.


















