A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, que a bandeira tarifária para o mês de março continuará verde, o que significa que não haverá cobrança adicional na tarifa. A explicação da agência é que houve aumento no volume de chuvas em fevereiro, o que elevou o nível dos reservatórios das usinas e favoreceu a continuidade da bandeira verde para março. Ainda assim, o comunicado ressalta que, mesmo com a bandeira verde e condições de geração favoráveis na maior parte do tempo, pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas.
O sistema de bandeiras tarifárias da Aneel sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas. Em dezembro, a bandeira foi reduzida de amarela para verde em janeiro, novamente justificando-se pelo volume de chuvas, assim como ocorreu para fevereiro e agora para março.
Como funciona o sistema de cores: o sistema de cores da Aneel indica as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras. Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, gerando taxas extras na conta de luz.
Saiba quanto custa cada bandeira
Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:
– Bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
– Bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100 kWh);
– Bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
– Bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).
Crédito da foto: Não informado no texto fornecido.
Fonte: g1 Globo (nota publicada em 27 de fevereiro de 2026).












