A Agência Nacional de Vigilância Sanitária analisa atualmente oito medicamentos à base de semaglutida no país, em meio à corrida da indústria farmacêutica após o fim da patente do Ozempic e do Wegovy. A expectativa é de que ao menos uma nova opção chegue ao mercado brasileiro ainda no primeiro semestre, ampliando a concorrência no setor.
Ao todo, 17 pedidos tramitam na agência, com diferentes estágios de avaliação. Parte já está em análise técnica, enquanto outros aguardam respostas das farmacêuticas sobre exigências relacionadas à segurança, qualidade e eficácia dos produtos. Entre os principais pontos analisados estão a presença de impurezas, a resposta imunológica do organismo e a precisão dos métodos de fabricação.
A queda da patente permite que outras empresas produzam medicamentos com a mesma substância, mas não significa a liberação de versões genéricas. Por se tratar de um fármaco complexo, derivado de processos biológicos, as novas opções serão similares, e não cópias idênticas. Isso exige uma análise mais rigorosa por parte dos órgãos reguladores antes da liberação.
Com a abertura do mercado, a tendência é de redução gradual nos preços, embora especialistas apontem que essa queda não deve ocorrer de forma imediata. A ausência de concorrentes já aprovados e a complexidade da produção ainda limitam o impacto no curto prazo. O acesso pelo sistema público de saúde também segue indefinido, principalmente por questões de custo.
Enquanto isso, medicamentos como o Mounjaro, que utiliza outro princípio ativo, permanecem com patente válida por mais tempo, mantendo o cenário competitivo concentrado. A ampliação da oferta dependerá diretamente da aprovação dos novos registros em análise.
Acompanhe as atualizações sobre saúde e os impactos dos novos medicamentos no Brasil.
Crédito da matéria: g1
Crédito da foto: TV Globo
NOVOS REMÉDIOS PROMETEM BARATEAR CANETAS EMAGRECEDORAS
Fonte: @g1














