COVID-19: sistema de saúde de Sete Lagoas ainda trabalha no limite

Por Dentro De Tudo:

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O sistema de saúde de Sete Lagoas, Região Central de Minas – que enfrentou dificuldades, como, falta de insumo e medicamentos para o tratamento da COVID-19 – ainda opera no limite. Nesta sexta-feira (23/04), a administração municipal informou que o cenário ainda é complicado. “A situação em relação aos medicamentos necessários para intubação não é nada confortável”, disse.

Sete Lagoas fecha a semana contabilizando 16.869 contaminações por COVID-19 desde o início da pandemia. Hoje, são 117 pacientes internados por causas respiratórias na cidade, sendo 56 em UTI e 61 em enfermaria.

ocupação de leitos de UTI para pacientes com COVID-19 continua alta: somando-se as unidades do SUS e da rede particular, a taxa é de 101,8%. Se considerar apenas os leitos de UTI do SUS, esse índice é de 91,1%. 

Onofre Nunes é enfermeiro do Hospital Municipal Monsenhor Flávio D’Amato e conta que a movimentação ainda é grande na unidade de saúde. “Assim como em todo o Brasil, estamos trabalhando com quase 100% das ocupações. Mas, neste momento, não faltam insumos”, disse. 

Isso porque somente nos últimos 40 dias o município conseguiu adquirir e distribuir 48.573 unidades de sedativos, anestésicos e bloqueadores neuromusculares. Mas, ainda assim, a administração municipal disse que a demanda “está muito alta”. “Existe muita insegurança se continuaremos conseguindo adquirir estes medicamentos, mesmo fazendo todos os esforços necessários”, informou. 

Atualmente, a maior dificuldade tem sido em relação à aquisição dos medicamentos que estão muito críticos no mercado, como propofol, midazolam e bloqueadores neuromusculares.

O município tem lançado mão de todas as alternativas cabíveis, por meio de licitações. “Por vezes, está sendo necessário inclusive o acionamento judicial para que as empresas que possuem contrato cumpram com os prazos de entrega já estabelecidos. Na realidade, estamos completamente dependentes da capacidade das empresas em nos atender ou então de auxílio por parte do estado ou União”, informou. 

Mesmo com todas as dificuldades, o desmoldador de siderúrgica Flávio Henrique Vieira Silva, de 48 anos,  acompanhante da esposa – que já teve COVID-19 e agora enfrenta uma trombose –, afirma que o atendimento ocorre normalmente nas unidades de saúde. “Ela está sendo muito bem atendida no hospital. Não teve nenhuma falta de assistência”, disse.

O enfermeiro Onofre Nunes acredita que houve uma pequena redução nos casos e um pequeno suspiro. Ele disse que está otimista para a melhora da situação: “Estou positivo que vamos passar por isso”, disse. Ele acredita que o avanço na vacinação provocou a diminuição dos casos graves e mortes no hospital. 

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