As credenciais de ambulante do Carnaval 2026 de Belo Horizonte, que são pessoais e intransferíveis, têm sido vendidas de forma ilegal nas redes sociais, com anúncios que exibem prints de páginas. A credencial, que é gratuita para quem se cadastrou regularmente, está sendo oferecida por valores que variam entre R$ 300 e R$ 799, segundo levantamento da TV Globo. A orientação é que a população não acesse esse tipo de anúncio, pois pode se tratar de golpe.
De acordo com a prefeitura, a credencial não pode ser comercializada. Quem adquirir ou utilizar o documento de forma irregular pode ser impedido de trabalhar durante a folia. Ao todo, 11.528 ambulantes foram credenciados para atuar na comercialização de bebidas e adereços carnavalescos durante o período oficial do Carnaval de Belo Horizonte 2026. O número representa um aumento de cerca de 12% em relação ao ano passado, quando 10.287 profissionais receberam autorização. O prazo para retirada das credenciais terminou no último sábado (31).
Ainda segundo o município, o processo de cadastramento foi realizado em conjunto com associações representativas da categoria e ocorreu de forma tranquila, desde a inscrição online até a retirada do documento. O objetivo, segundo a prefeitura, foi aprimorar as etapas e garantir um planejamento estruturado e responsável para a festa.
Uma pesquisa realizada pela Belotur, por meio do Observatório do Turismo de Belo Horizonte, traçou o perfil dos ambulantes interessados em trabalhar no Carnaval 2026. O levantamento foi feito entre os dias 12 e 19 de janeiro e contou com a participação de cerca de 3.326 profissionais. Segundo os dados, 26% dos entrevistados vão atuar pela primeira vez como ambulantes na folia. Em média, eles pretendem investir R$ 2,7 mil e estimam um faturamento de R$ 7,5 mil, com lucro aproximado de R$ 4,8 mil. O estudo também aponta que 17,1% dos participantes estão desempregados.
A prefeitura reforça que a única forma válida de atuar como ambulante no Carnaval de Belo Horizonte é por meio do credenciamento oficial e orienta que denúncias de venda irregular sejam feitas aos órgãos competentes: Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte, Polícia Civil, Polícia Militar, Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Central de Atendimento (156) e Secretaria Municipal de Política Urbana.
Crédito da foto: não informado no material. Fonte: TV Globo / G1 Minas



















