Cruzeiro feminino projeta 2026 com foco na base, estrutura e desempenho

Por Dentro De Tudo:

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Fonte: Pexels.

O Cruzeiro estreia na Copa Libertadores Feminina em 2026, a primeira vez na história do clube no futebol internacional, enquanto reformula o elenco com 11 novas contratações, adota a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, como sede oficial e mira o título brasileiro que escapou por pouco em 2025.

Parece muita coisa, mas isso se justifica porque 2026 é a temporada mais ambiciosa do futebol feminino na história celeste, com quatro competições simultâneas e um modelo de gestão voltado para a formação de base no longo prazo. Nas próximas linhas vamos contar a nossa visão sobre o projeto e o que os torcedores podem esperar.

Formação como pilar estratégico

A filosofia da base do Cruzeiro Feminino para 2026 prioriza a categoria Sub-17 em detrimento da Sub-20, apostando em ciclos longos de desenvolvimento antes de promover atletas ao profissional. No curto prazo, a equipe principal ainda depende de reforços externos para manter a competitividade.

A estratégia de integração da base não passa por subir quem está no Sub-15, por exemplo, mas sim pela reintegração de atletas que já passaram pelo clube (especialmente quem esteve no plantel campeão do Campeonato Mineiro Sub-17 Feminino de 2025).

Segundo Luiza Parreiras, gerente de futebol feminino do Cruzeiro, o clube busca alinhar o futebol feminino às mesmas diretrizes, processos e padrões de excelência já consolidados no masculino e nas categorias de base da instituição.

Arena do Jacaré como nova sede

A casa oficial das Cabulosas em 2026 será a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, a aproximadamente 70 km de Belo Horizonte. A escolha da diretoria levou em consideração a qualidade das instalações, o apelo regional junto à torcida celeste da região metropolitana e a presença de iluminação artificial, que viabiliza jogos noturnos.

Tanto os jogos do Cruzeiro Feminino em casa quanto os de visitante terão transmissão em rede nacional. O Brasileirão Feminino de 2026 terá todos os 167 jogos transmitidos pela TV Globo, TV Brasil, SporTV, N Sports, GE TV e CBF TV. A estreia do Cruzeiro contra o Bahia, por exemplo, em 14 de fevereiro, teve exibição realizada pela N Sports.

O interesse pelo futebol feminino no Brasil caminha a passos largos, com público aumentando, premiações maiores e a presença de mercados de apostas nas principais casas regularizadas. Consequentemente, também cresce o interesse por plataformas com depósito mínimo de 5 reais, o que possibilita apostar nas Cabulosas e outros times com um valor bem baixo.

Reformulação ampla do elenco

O Cruzeiro Feminino registrou 10 saídas e 11 chegadas na pré-temporada 2026. Entre as baixas estão atletas experientes como Camila Ambrozio, Taty Amaro, Clara e Miriã, além de jogadoras que foram importantes no vice-campeonato brasileiro em 2025: Patrícia Sochor, Zoio e Layza.

De todas as saídas, a que mais rendeu aos cofres celestes foi a venda da zagueira Isa Haas ao América do México por aproximadamente R$ 3,1 milhões (a segunda maior transferência da história do futebol feminino no Brasil). 

O perfil das contratadas combina juventude e identificação com o clube. Taticamente, a comissão técnica busca construir uma equipe baseada em pressão alta, transições rápidas e eficiência em bolas paradas.

Com dinheiro em caixa e planejamento, o Cruzeiro Feminino anunciou um pacotão com 11 reforços. Entre os nomes estão a goleira Claudia, campeã da Copa América de 2025, as zagueiras Tainara, Ketlin e Laura Felipe, além das atacantes Milena Ferreira e Ravenna.

Quatro frentes, uma prioridade

Os objetivos competitivos do Cruzeiro para 2026 estão distribuídos em quatro torneios:

Copa Libertadores Feminina

Prioridade máxima da temporada. A competição reúne 16 equipes em quatro grupos, com fase de mata-mata até a final, disputada no Equador entre 5 e 31 de outubro.

Campeonato Brasileiro

A meta é repetir e superar a campanha de finalista de 2025, onde foi vice. Neste ano, a CBF oferece premiações recordes de R$ 2 milhões à campeã e R$ 1 milhão ao vice.

Campeonato Mineiro

Defender o título conquistado e alcançar o bicampeonato, aumentando a força do time no estado.

Copa do Brasil

Melhorar o desempenho anterior, favorecido pela mudança no formato e pelo elenco fortalecido.

Além das metas esportivas, o clube busca superar o lucro líquido de R$ 444.678 registrado em 2025, que foi recorde histórico não só no clube, mas no futebol feminino em Minas Gerais.

Negócios e crescimento da modalidade

O futebol feminino brasileiro vive um momento de expansão financeira e estrutural. Televisão, marcas e federações, todas se mostram remando na mesma direção. Um exemplo disso foi o Brasileirão de 2025, que teve o déficit consolidado da competição caindo para aproximadamente R$ 885 mil, o melhor resultado dos últimos três anos. 

Para 2026, a garantia de transmissão de todos os 167 jogos, em múltiplas plataformas, amplia a visibilidade da modalidade e atrai novos patrocinadores. Internamente, o mercado também cresce com transações recordes entre clubes nacionais e internacionais.

Ainda estamos longe do sucesso comercial do futebol feminino, mas com maior investimento isso pode mudar nas próximas décadas.

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