De Barão de Cocais para o comando das pistas: DJ Danny Albuquerque disputa espaço em um mercado dominado por homens

Por Dentro De Tudo:

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DJ Danny Albuquerque – Divulgação.

Mineira, um dos destaques entre as DJs mulheres do Brasil, a artista une música, performance e propósito para abrir caminho para outras artistas

A DJ Danny Albuquerque, mineira de Barão de Cocais, no interior de Minas Gerais, é um dos nomes que reescrevem a presença feminina em uma das cenas mais masculinas da música brasileira. DJ Open Format, produtora, compositora, dançarina e cantora, ela disputa o comando da pista com números que a colocam entre as mulheres de maior projeção do funk e da música eletrônica nacional: são mais de 429 milhões de visualizações e 1,7 milhão de inscritos no YouTube, mais de 30 milhões de reproduções no Spotify e mais de 695 mil seguidores no TikTok.

A história de Danny começa onde a maioria das pistas de grande circuito não costuma chegar. Criada em uma cidade do interior que respira a cultura sertaneja e o piseiro, ela teve na dança e na música a base de uma formação que, anos depois, se tornaria sua marca registrada no palco — em um mercado que ainda trata como exceção a mulher que comanda a mesa de som e, ao mesmo tempo, ocupa o centro do palco. “Minas Gerais é a minha raiz. Cresci em Barão de Cocais, em um ambiente que respira a cultura sertaneja, e isso está em mim. Mas, como artista, gosto de beber de diversas fontes, de experimentar novos ritmos, de não me limitar”, conta.

Foi com essa inquietação que a artista deu, em 2026, o passo mais importante da trajetória: após um período no casting da KondZilla, anunciou a saída da produtora para seguir de forma 100% independente. “Cheguei em um momento da minha carreira em que senti a necessidade de ter mais autonomia para executar projetos que pedem decisões rápidas, liberdade criativa e uma identidade ainda mais fiel ao que eu acredito como artista”, explica. A virada veio acompanhada de uma estética futurista que a própria Danny traduz em uma frase: “Quero que tudo tenha força visual, presença e personalidade, tanto no palco quanto fora dele. É sobre ser reconhecida antes mesmo de falar.”

Dessa nova fase nasceu o projeto “Laboratório”, no qual cada música autoral é tratada como um experimento sonoro e audiovisual — o funk de Belo Horizonte encontra o mandelão carioca, o piseiro, o samba e o pop em lançamentos cujos clipes se conectam entre si, como pistas para o próximo capítulo. O projeto foi inaugurado com “Passinho do Brasil”, parceria com MC Guiguh que virou trilha sonora não oficial da torcida brasileira na Copa do Mundo, e ganhou novo capítulo com “Paixão de Peão”, ao lado de Gabriel Tadeu. A fusão de funk e piseiro, feita sob medida para arenas de rodeio e parques de exposição, conquistou o público e já se tornou pedido garantido nos shows da mineira.

Para Danny, porém, o alcance de tudo isso tem um significado que ultrapassa a música. Ela enxerga a própria visibilidade como uma ponte para outras mulheres — especialmente as que, como ela, vêm do interior e ainda não se veem na pista. “Sou uma artista com identidade e construção própria. Saí de uma realidade onde muitos não enxergavam esse caminho como possível e transformei isso em força. Hoje, carrego o propósito de mostrar para outras pessoas, principalmente quem vem do interior, que é possível ocupar espaços maiores. Não é só sobre fazer música, é sobre representar de onde eu vim”, finaliza.

Sobre a DJ Danny Albuquerque

Mineira, DJ Open Format, produtora, compositora, dançarina e cantora, Danny Albuquerque consolidou uma base de fãs gigantesca e números expressivos: são mais de 1,6 milhão de inscritos no YouTube, ultrapassando a marca de 300 milhões de visualizações na plataforma, além de mais de 30 milhões de reproduções no Spotify. Sua experiência inclui apresentações em grandes eventos e festivais, conectando-se com multidões por onde passa.

Nascida em Barão de Cocais, no interior de Minas Gerais, ela enxerga sua arte também como uma ferramenta de inspiração. “Sou uma artista com identidade, visão e construção própria. Alguém que saiu de uma realidade onde muitos não enxergavam esse caminho como possível e transformou isso em força. Hoje, carrego o propósito de mostrar para outras pessoas, principalmente quem vem do interior, que é possível ocupar espaços maiores. Não é só sobre fazer música. É sobre construir algo que represente de onde eu vim e até onde eu posso chegar”, finaliza.

Acompanhe a DJ Danny Albuquerque na web:

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