A eleição presidencial de 2026 passou a ser marcada por uma sequência de decisões judiciais que alteram estratégias de campanha e provocam reações de candidatos e especialistas.
Neste domingo (11), o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou a retirada do ar do canal de WhatsApp “Exército de Lula”, criado pelo deputado André Janones para divulgar conteúdos favoráveis ao presidente Lula. A decisão atendeu a um pedido de Flávio Bolsonaro, que apontou suposta disseminação de desinformação.
Horas depois, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva suspendeu a medida e autorizou provisoriamente o funcionamento do canal, até que o plenário do tribunal analise o caso.
A sequência de decisões gerou críticas de representantes da sociedade civil e reações das campanhas. Enquanto aliados de Lula questionaram a medida inicial, a campanha de Flávio Bolsonaro criticou a liberação do canal e defendeu maior rigor contra a divulgação de conteúdos falsos.
O episódio se soma a outras controvérsias envolvendo decisões judiciais durante a campanha, incluindo mudanças em publicações nas redes sociais e o cancelamento de um debate presidencial da TV Globo após determinações judiciais.
Pesquisa Datafolha divulgada em setembro apontou que 48% dos entrevistados não confiam no Poder Judiciário, enquanto 35% dizem confiar um pouco e 14% afirmam confiar muito.
GUERRA JURÍDICA AGITA A ELEIÇÃO DE 2026
Fonte: O Tempo
Texto: Tomaz de Alvarenga
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil













