Queixas de crédito consignado do INSS não contratado cresceram 113% em 2025, totalizando 19.888 reclamações registradas no site Consumidor.gov, segundo a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em 2024, haviam sido registradas 9.319 reclamações desse tipo.
Entre as queixas, empréstimos que estão sendo cobrados, mas nunca solicitados, representam 25,7% do total de reclamações de segurados do INSS no tema de crédito consignado. Entre 2019 e 2025, foram mais de 111 mil reclamações desse tipo.
Outro alvo de denúncias de aposentados e pensionistas são os cartões de crédito consignado não solicitados, como a chamada Reserva de Margem Consignável (RMC). Nesse modelo, após a contratação de um empréstimo, um valor mínimo é descontado diretamente do benefício do segurado. Entre 2019 e 2025, foram registradas 11,8 mil reclamações de cartões não solicitados — mais de 3 mil apenas no ano passado.
Os empréstimos consignados descontados diretamente do benefício do INSS foram criados para facilitar o acesso ao crédito para os segurados. O INSS, no entanto, não é remunerado por esse serviço e ainda arca com custos para viabilizar a operação.
Em janeiro, o INSS firmou um acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) para retomar a cobrança de valores das instituições financeiras que oferecem empréstimos consignados vinculados a benefícios do INSS. A cobrança está prevista em lei, mas havia deixado de ser feita desde 2022. Com a retomada, a previsão é de que o INSS receba R$ 148,4 milhões.
Fraude no INSS: PF aponta que esquema funcionava em 3 núcleos.
Imagem associada à cobertura da Globo.
Crédito da foto: Reprodução/TV Globo
Fonte: G1 via Globo

















