O consumo de bebidas alcoólicas e de outras substâncias psicoativas ainda é amplamente associado a momentos de lazer e socialização. No entanto, quando o uso deixa de ser ocasional e passa a interferir na saúde, nos relacionamentos e na rotina, o que parecia uma escolha pode se transformar em uma doença. O alerta ganha ainda mais relevância com o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo e às Drogas, celebrado nesta sexta-feira (20), data que reforça a importância da conscientização, da prevenção e da busca por tratamento.
De acordo com o psiquiatra Dr. Rafael Procópio, do Hospital Márcio Cunha, o impacto do consumo abusivo vai muito além dos danos físicos. “O consumo de álcool está diretamente ligado ao aumento de ansiedade, depressão, crises de pânico, alterações de humor, insônia e até quadros psicóticos. Além disso, pode agravar doenças psiquiátricas já existentes. Muitas vezes, a pessoa passa a usar a substância para aliviar o sofrimento emocional, mas acaba entrando em um ciclo ainda mais prejudicial”, explica.
Sinais de alerta
Reconhecer a dependência nem sempre é simples. Em muitos casos, ela se instala de forma silenciosa e progressiva. Segundo o especialista, alguns comportamentos funcionam como sinais de alerta para familiares e amigos:
– Dificuldade em reduzir ou interromper o consumo;
– Aumento da quantidade utilizada ao longo do tempo;
– Necessidade de usar a substância para se sentir bem;
– Irritabilidade quando não consome;
– Mentiras sobre o uso;
– Isolamento social;
– Queda no rendimento profissional ou escolar.
Quando o consumo vira doença
A dependência química é reconhecida como uma condição médica. Ela ocorre quando o indivíduo perde o controle sobre o consumo e continua utilizando a substância mesmo diante de prejuízos evidentes. “O consumo passa a ser considerado uma doença quando a pessoa perde o controle sobre o uso do álcool ou de outras drogas e mantém o consumo mesmo enfrentando prejuízos na saúde, na família, no trabalho ou na vida social”, destaca Dr. Rafael Procópio.
Entre os principais impactos físicos do uso abusivo estão doenças hepáticas, problemas cardiovasculares, alterações neurológicas e prejuígos ao sistema digestivo, além do enfraquecimento do sistema imunológico. Também aumenta o risco de acidentes — especialmente no trânsito — e de episódios de violência. “Com o passar do tempo, o organismo vai se desgastando e as consequências podem ser graves e até fatais”, alerta o psiquiatra.
Tratamento e possibilidade de recuperação
Apesar dos desafios, a dependência tem tratamento. Quanto mais cedo ele é iniciado, maiores são as chances de recuperação e de qualidade de vida. “Quanto mais cedo a pessoa buscar ajuda, menores são os prejuízos e maiores as chances de recuperação. O tratamento precoce evita complicações físicas, emocionais e sociais, além de reduzir o risco de recaídas. A dependência não é fraqueza, é uma doença que precisa de acompanhamento profissional”, reforça o especialista.
Segundo o médico, a intervenção nos estágios iniciais pode impedir o agravamento do quadro e favorecer a reinserção social do paciente. Com suporte adequado e acompanhamento contínuo, é possível retomar o equilíbrio e reconstruir projetos de vida.
O Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo e às Drogas surge, assim, como um convite à reflexão. O acolhimento, o acesso à informação e a busca por tratamento são passos essenciais para transformar histórias e salvar vidas.
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Fonte: DeFato Online
Foto transversal: a imagem citada acompanha a matéria publicada no DeFato Online.
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Publicado em fevereiro de 2026.

















