A ideia de que é necessário esperar 24 horas para registrar o desaparecimento de uma pessoa é falsa. As autoridades orientam que o boletim de ocorrência seja feito o quanto antes, pois o registro imediato pode contribuir para o início das buscas e das investigações.
A orientação ganha ainda mais relevância em Minas Gerais, que registrou 9.123 desaparecimentos em 2025, contra 6.970 no ano anterior — aumento de 30,5%, o maior crescimento proporcional do país.
Nesta semana, o Ministério da Justiça realiza a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. Até sexta-feira (28), 342 postos em todo o país recebem familiares para a coleta gratuita de material genético, que pode ser comparado com perfis de pessoas encontradas sem identificação.
A coleta é feita preferencialmente com familiares de primeiro grau e não exige exame de sangue: o material é obtido com um cotonete na parte interna da bochecha. Para participar, é necessário apresentar documento de identificação e as informações do boletim de ocorrência do desaparecimento.
Em Belo Horizonte, um dos pontos de referência é o Instituto Médico-Legal (IML) André Roquette, na região da Gameleira. A relação completa dos locais de coleta está disponível nos canais oficiais do Ministério da Justiça.
Importante: diante de um desaparecimento, a recomendação é procurar imediatamente a Polícia Militar, a Polícia Civil ou utilizar a Delegacia Virtual para registrar a ocorrência. Não existe uma regra de espera de 24 horas.
Fonte: O Tempo / Ministério da Justiça
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil















