Descoberta do autismo na fase adulta

Por Dentro De Tudo:

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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem ganhado mais atenção nos últimos anos, mas muitos indivíduos ainda recebem um diagnóstico tardio, principalmente os com sintomas mais leves, como os do nível 1. Nesses casos, as características podem ser confundidas com traços de personalidade ou dificuldades sociais comuns, dificultando a identificação do autismo na infância.

O número de diagnósticos de autismo tem aumentado globalmente. Nos Estados Unidos, a prevalência passou de 1 para 166 crianças, em 2004, para 1 para 36 crianças atualmente. No Brasil, estima-se que 2 milhões de pessoas convivam com o TEA, segundo dados do IBGE. Esse aumento é atribuído a maior conscientização sobre a condição, melhor formação dos profissionais de saúde e maior compreensão de casos mais leves.

Até algumas décadas atrás, muitos adultos foram rotulados como tímidos ou com dificuldades de aprendizado, sem considerar o autismo. Com o aumento de diagnósticos nos filhos, muitos pais acabam se identificando com as características de seus filhos e buscando avaliação profissional. Esse fenômeno tem ajudado adultos a descobrirem sua condição, proporcionando compreensão e apoio.

O diagnóstico tardio pode ser transformador, proporcionando uma nova perspectiva para lidar com as dificuldades e estimulando o autodesenvolvimento. Mesmo quando o diagnóstico é feito na fase adulta, ele pode ajudar na adaptação e evolução do indivíduo dentro de suas possibilidades.

Fonte: O Tempo | Foto: iStock

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