Trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos, contribuintes avulsos e autônomos passam a contribuir com novos valores para o Instituto Nacional do Seguro Social em 2026. As faixas foram atualizadas pelo índice de inflação acumulado no ano passado, de 3,90%, medido pelo INPC, e valem desde 1º de janeiro. O desconto, porém, começa a aparecer no contracheque a partir do pagamento de fevereiro, referente aos salários de janeiro.
A Previdência Social divulgou a tabela com alíquotas progressivas, que variam de 7,5% a 14% para trabalhadores com carteira assinada, domésticos e avulsos. O modelo segue a regra em vigor desde a reforma da Previdência, em 2019: o percentual incide sobre “fatias” do salário, conforme cada faixa, e não sobre o valor total da remuneração.
Como ficam as faixas em 2026
- Até R$ 1.621,00: 7,5%
- De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%
- De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%
- De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 (teto): 14%
O teto do INSS foi reajustado para R$ 8.475,55. Para quem recebe acima desse valor, a contribuição é limitada a esse patamar.
Quanto será descontado do salário
Simulações indicam que um trabalhador que ganha R$ 2.000 contribuirá com cerca de R$ 155,69; quem recebe R$ 4.000, com aproximadamente R$ 368,60; e quem atinge o teto terá desconto próximo de R$ 988,09. Os valores consideram a aplicação progressiva das alíquotas por faixa.
Autônomos e MEI
Contribuintes individuais e facultativos podem optar por recolher 11% sobre o salário mínimo (R$ 1.621), garantindo aposentadoria por idade no valor do piso nacional, ou 20% sobre um valor entre o mínimo e o teto, o que amplia o cálculo do benefício.
Já o MEI passa a pagar R$ 81,05 por mês (5% do salário mínimo), além de tributos específicos conforme a atividade, em guia única (DAS).
A contribuição em dia assegura acesso a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte, respeitadas as carências exigidas.
Fonte: Folhapress / O Tempo
Foto: Agência Brasil

















