A dieta MIND é uma união das dietas DASH e Mediterrânea. Esse plano alimentar tem como principal objetivo ajudar a prevenir demências e recomenda o consumo de alimentos saudáveis, como folhas verdes, nozes, grãos integrais, feijão, carne branca, azeite extra virgem e frutas vermelhas, para reduzir o risco do distúrbio cerebral progressivo.
Evidências científicas mostraram que tanto a dieta MIND quanto a dieta mediterrânea reduziram significativamente o risco de declínio cognitivo e doença de Alzheimer. No entanto, um novo estudo liderado pelo Rush Alzheimer’s Disease Center, em Chicago, não teve resultados tão promissores.
A pesquisa sobre os efeitos da dieta MIND descobriu que não houve melhora significativa nos participantes que seguiram essa alimentação por três anos, em comparação com um grupo de controle que seguiu uma dieta com leve restrição calórica.
Para os pesquisadores, o resultado foi considerado surpreendente.
— Realmente esperávamos que a dieta MIND mostrasse um efeito superior ao do grupo de controle, por isso ficamos bastante surpresos com o resultado — disse a principal autora do estudo, Lisa Barnes, diretora associada do Alzheimer’s Disease Research Center no Rush University Medical Center, à CNN.
No entanto, nem tudo está perdido. Segundo a pesquisadora, o tempo de duração do estudo sempre foi motivo de preocupação para os resultados, dado que os trabalhos que mostraram benefícios dessas dietas para a saúde do cérebro foram muito mais longos.
Os autores também especulam que a exposição a testes cognitivos repetidos durante o estudo pode ter contribuído para a melhora nesses testes na avaliação final, pois esse é um efeito observado em ensaios randomizados anteriores.
Além disso, o fato de todos os participantes do estudo terem feito alterações na dieta que contribuíram para uma alimentação mais saudável e para a perda de peso, em vez de simplesmente terem continuado a seguir sua alimentação aquém do ideal também podem ter contribuído para a melhora geral na função cognitiva.
No estudo publicado recentemente na revista científica New England Journal of Medicine, os pesquisadores dividiram 604 adultos mais velhos em dois grupos: um seguindo a dieta MIND e o outro seguindo uma dieta controle com leve restrição calórica. Todos os voluntários tinham histórico familiar de demência, índice de massa corporal superior a 25 e uma alimentação aquém do ideal.
Os pesquisadores avaliaram a função cognitiva usando uma medida global de cognição e resultados de imagens cerebrais, incluindo volume total do cérebro, volume do hipocampo e volume hiperintenso da substância branca.
Os resultados mostraram que os participantes que seguiram a dieta MIND apresentaram melhora no cérebro. Por exemplo, havia menos hiperintensidade da substância branca (pequenas lesões) e um volume maior de substância cinzenta (o centro cognitivo do cérebro) e substância branca (a via de comunicação do cérebro). Mas os participantes do grupo controle apresentaram resultados semelhantes.
O Globo.















