Verificar a disponibilidade de salas arejadas e capazes de oferecer o distanciamento mínimo de um metro e meio entre as carteiras dos alunos. Esse é o 1º desafio a ser enfrentado pelos diretores das escolas estaduais para garantir a volta às aulas presenciais do 3º ano do ensino Médio em Minas. Os educadores têm até a sexta-feira da semana que vem para apresentar relatório sobre as condições das instituições.
Ontem, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) detalhou a retomada das atividades nos colégios, prevista para 19 de outubro. Sessenta mil estudantes são aguardados para iniciar um ensino híbrido, com aulas presenciais e a distância – revezadas a cada semana. A autorização permite a retomada em 282 municípios, incluídos na onda verde do Minas Consciente.
Porém, a decisão de oferecer o aprendizado em meio à pandemia ficará a cargo dos prefeitos. Belo Horizonte, que também irá adotar o ensino híbrido, não irá seguir a orientação do Estado. Na capital, não há data para o retorno. Apesar disso, algumas instituições têm obtido na Justiça a autorização para reabrir.
A SEE reforçou que a presença não será obrigatória. A decisão caberá às famílias. Ainda conforme a pasta, Minas poderá suspender o ensino presencial se os casos da doença aumentarem, surgindo surtos da doença. Ao mesmo tempo, se os números permanecerem favoráveis, o retorno será autorizado para outras séries.
A cada 14 dias, o governo irá analisar a possibilidade de incluir mais alunos dentro das escolas. “Sempre começando pelos mais velhos”, disse a secretária de Educação, Julia Sant’Anna.
Cautela
Para médicos, a discussão em torno da volta às aulas presenciais é importante. O retorno, reforçam, deve observar a realidade de cada município, e não a região como um todo. Para o infectologista Unaí Tupinambás, a maioria das cidades com mais de 100 mil habitantes não têm condição de retomar as atividades nesse momento.
O médico reforça, porém, que nada adianta o retorno nesses locais sem que as medidas de segurança sejam devidamente seguidas, como o distanciamento social, salas com menos alunos, uso de máscara e controle de saída e entrada, além da higiene constante das mãos e detecção dos casos.
Fonte: O Tempo.


















