Esquecer compromissos, perder objetos, não conseguir concluir tarefas ou ter dificuldade de concentração podem levar uma pessoa a suspeitar de TDAH. No entanto, segundo a neuropsicóloga Luanda Rosa, esses sinais, isoladamente, não são suficientes para estabelecer um diagnóstico.
A avaliação precisa considerar quando as dificuldades começaram, em quais situações aparecem, quanto interferem na rotina e como se manifestam em diferentes ambientes. Histórico de desenvolvimento, saúde, emoções, sono, medicamentos e condições de vida também podem fazer parte da investigação.
Queixas semelhantes podem ter origens diferentes. Dificuldades de memória, por exemplo, podem estar relacionadas à própria atenção, mas também podem aparecer em situações de estresse, ansiedade, depressão, sono inadequado, uso de determinados medicamentos ou condições neurológicas.
A avaliação neuropsicológica pode investigar atenção, memória, linguagem, aprendizagem, raciocínio, velocidade de processamento e funções executivas, como planejamento, organização, controle de impulsos e flexibilidade.
Os testes padronizados fazem parte desse processo, mas seus resultados precisam ser interpretados junto às demais informações. Um teste isolado não confirma nem descarta TDAH, autismo, depressão, ansiedade ou outras condições.
A investigação também pode envolver diferentes profissionais. O neurologista, por exemplo, é médico e avalia doenças do sistema nervoso, podendo solicitar exames e prescrever medicamentos quando indicado. Já o neuropsicólogo, profissional formado em Psicologia com especialização na área, avalia a relação entre cognição, emoções e comportamento.
Na infância e adolescência, informações sobre desenvolvimento e ambiente escolar podem ser importantes. Em adultos, dificuldades de organização, atenção e conclusão de tarefas podem motivar uma investigação. Já no envelhecimento, a avaliação pode ajudar a caracterizar mudanças cognitivas em conjunto com a investigação médica.
Segundo Luanda Rosa, o objetivo da avaliação não deve ser apenas encontrar um diagnóstico, mas compreender o funcionamento da pessoa e identificar estratégias que possam melhorar sua rotina, estudos, trabalho e relações.
A orientação é procurar profissionais habilitados quando as dificuldades forem persistentes ou estiverem causando prejuízos no cotidiano, evitando conclusões baseadas apenas em listas de sintomas ou testes isolados.
Fonte: Tinteiro Assessoria de Imprensa
Especialista: Luanda Rosa, psicóloga e neuropsicóloga
DISTRAÇÃO NÃO É SINÔNIMO DE TDAH: O DIAGNÓSTICO EXIGE AVALIAÇÃO COMPLETA












