Dono de oficina contratada para modificar BMW diz que serviço foi terceirizado

Por Dentro De Tudo:

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O dono da oficina mecânica de Aparecida de Goiânia, investigado por suspeita de modificar uma BMW e, por consequência, causar a morte de quatro jovens por intoxicação por monóxido de carbono, em Balneário Camboriú (SC), em 1º de janeiro, alega que a peça usada no veículo e o serviço de instalação foi feito por uma empresa terceirizada. Ele foi intimado a prestar depoimento pela segunda vez na Polícia Civil de Santa Catarina nesta segunda-feira (15), por videochamada.

“A empresa terceiriza muitos serviços, muitos, inclusive fora do Estado, com serviços locais. (Nesse caso) a peça e a montagem (foram terceirizadas)”, afirmou o advogado do dono da oficina, David Soares, em entrevista ao G1. A defesa não informou, entretanto, o nome da empresa terceirizada.

As investigações indicam que a BMW passou por outras customizações em Minas Gerais, além da que foi feita em Aparecida de Goiânia. O advogado do dono da oficina de Aparecida de Goiânia tenta adiar o depoimento marcado para esta segunda (15), por alegar que não teve acesso ao inquérito nem aos laudos periciais. 

“Estamos com a expectativa positiva, o trabalho prestado foi feito com muita experiência e há mais de 7 meses. Por que daria problema só agora? Temos que ter acesso a perícia e entender os fatos, nossa intenção é a elucidação dos fatos”, afirmou o advogado, ainda em entrevista ao G1.

A Polícia Civil ainda deve ouvir os mecânicos que trabalharam diretamente no serviço de modificação da BMW. De acordo com o delegado Vicente Soares, os responsáveis pelas mudanças no veículo poderão responder por homicídio culposo, se ficar comprovada que a causa da morte dos quatro mineiros foi o vazamento no sistema de escapamento do carro por falha na customização realizada.

O que aconteceu
As vítimas estavam dentro de um carro estacionado na rodoviária de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Eles teriam ido ao local para buscar uma amiga, que saiu de Minas Gerais para se encontrar com o grupo, que morava em Florianópolis há cerca de um mês. Quando a mulher chegou, ela encontrou os quatro passando mal, com ânsia de vômito e tontura. As vítimas teriam ficado cerca de quatro horas no carro, com o ar-condicionado funcionando, tentando melhorar, o que não ocorreu.

Os jovens acreditavam estar passando mal por terem comido um cachorro-quente. A mulher optou não ficar no carro com eles, mas ia e voltava ao veículo para ver como todos estavam. Em determinado momento, ela percebeu que a situação se agravou muito e chamou as autoridades.

Fonte: O Tempo.

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