O Alzheimer afeta mais mulheres do que homens e, segundo especialistas, pode começar a se desenvolver de forma silenciosa ainda na meia-idade. Estudos apontam que duas em cada três pessoas diagnosticadas com a doença são mulheres, e as primeiras alterações no cérebro podem surgir a partir dos 45 anos, antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
A neurocientista italiana Lisa Mosconi, que pesquisa a saúde do cérebro feminino nos Estados Unidos, afirma que a maior incidência da doença entre mulheres não se explica apenas pela maior expectativa de vida. Segundo ela, as mudanças hormonais da perimenopausa e da menopausa desempenham papel importante nesse processo.
O estrogênio ajuda a proteger o cérebro, contribuindo para a produção de energia, melhora do fluxo sanguíneo, ação antioxidante e funcionamento dos neurônios. Com a queda dos níveis hormonais, essa proteção diminui, favorecendo alterações que podem estar relacionadas ao desenvolvimento do Alzheimer.
O neurocientista brasileiro Mychael Lourenço destaca que já existem exames capazes de identificar marcadores precoces da doença no sangue. Os testes foram aprovados nos Estados Unidos e poderão chegar ao Brasil nos próximos anos, permitindo diagnósticos cada vez mais precoces.
Os especialistas alertam que esquecimentos ocasionais fazem parte da rotina, mas a perda de memória que interfere nas atividades diárias e apresenta piora progressiva deve ser investigada por um médico.
A prevenção envolve hábitos saudáveis, como prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do estresse, sono de qualidade, evitar o cigarro, reduzir o consumo de álcool e, quando indicada pelo médico, terapia de reposição hormonal.
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Fonte: G1 / Defato Online











