A decisão de prorrogar o horário de votação nas eleições presidenciais de 2026 gerou questionamentos jurídicos e dúvidas sobre a validade do processo eleitoral. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou que a votação fosse estendida até as 19h nas seções em que as urnas ainda não haviam sido fechadas.
Em entrevista à Live de O TEMPO, o especialista em direito eleitoral Raimundo Cândido Neto avaliou que a decisão trouxe insegurança jurídica, mas afirmou não ver possibilidade de anulação. Segundo ele, o fato de as duas campanhas terem solicitado a ampliação do horário, ainda que em condições diferentes, enfraqueceria um eventual argumento de nulidade.
Já o analista geopolítico e macroeconômico Beny Fard criticou a medida e afirmou que a decisão levantou questionamentos sobre a competência das instituições envolvidas e a validade do procedimento.
A controvérsia surgiu após relatos de problemas no transporte público em municípios de diferentes estados. A prorrogação foi determinada quando parte das urnas já havia sido fechada e alguns boletins de votação impressos.
Até o momento retratado na reportagem, a possibilidade de anulação era objeto de debate jurídico, e não havia decisão oficial anulando o resultado das eleições.
ESPECIALISTAS AVALIAM SE PRORROGAÇÃO PODE AFETAR A ELEIÇÃO
Fonte: O TEMPO
Foto: Nelson Jr./TSE

















