Após realizar um preenchimento glúteo com ácido hialurônico em agosto, uma empresária de 25 anos sofreu infecção que evoluiu para piora clínica, resultando em três intervenções cirúrgicas para remover tecido comprometido. Os médicos tiveram que realizar debridamento e drenagens para controlar a infecção, deixando a paciente com deformidade visível em uma das regiões.
Segundo o relato da paciente, os primeiros sintomas surgiram ainda durante o procedimento, com desmaios horas depois, levando-a a buscar atendimento médico emergencial. Documentos médicos anexados a um processo judicial apontam infecções em ambos os glúteos. A cronologia apresentada mostra que, após o preenchimento realizado no início de agosto em Porto Alegre, houve desmaios, internações, séries de cirurgias e, por fim, o alta hospitalar no início de setembro. A documentação indica que a bactéria Enterobacter bugandensis foi identificada em material coletado durante o tratamento.
A clínica responsável pelo atendimento afirma ter utilizado ácido hialurônico regular, com rastreabilidade dos lotes e protocolos de biossegurança. A empresa sustenta que a paciente descumpriu orientações, alegando que houve orientação para não realizar bronzeamento a jato pouco tempo após o procedimento. A defesa afirma ainda que houve preservação de toda a documentação do produto e que a profissional responsável atua dentro de suas atribuições profissionais.
A advogada da paciente contesta a versão da clínica, destacando que o bronzeamento foi oferecido pela médica responsável para amenizar marcas roxas. Médicas que acompanharam o tratamento hospitalar teriam descartado relação direta entre o bronzeamento e a infecção. O caso tramita na Justiça e ainda não tem decisão sobre responsabilidades.
Estado de saúde e tratamento
– Data-chave: 3 de agosto: preenchimento glúteo em Porto Alegre; 4 de agosto: desmaios e internações; agosto a setembro: três cirurgias para retirada de tecido infectado e tratamento local; 2 de setembro: alta hospitalar.
– Conduta médica: debridamento com remoção de tecido danificado; identificação de bactéria durante cirurgia; acompanhamento contínuo em casa após a alta.
– Situação atual: a extensão das alterações depende da cicatrização, da avaliação médica e de eventuais intervenções reparadoras futuras; a paciente relata insegurança em submeter-se a novos procedimentos.
O posicionamento da clínica
A clínica informa que adotou protocolos rigorosos de assepsia, que manteve a rastreabilidade dos produtos e que a profissional biomédica envolvida está regularmente inscrita no conselho regional competente. A nota sustenta que a paciente foi orientada a evitar o bronzeamento após o procedimento e afirma que a apuração deve considerar todo o contexto, sem atribuição de responsabilidade antecipada. A advogada da paciente rebate dizendo que o bronzeamento foi indicado pela profissional para amenizar marcas.
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[Imagem mencionada ao final do texto.]
Texto: via g1
Foto: g1
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