O secretário de estado de Infraestrutura e Mobilidade, Fernando Marcato, afirmou nesta terça-feira (5) que não concederá o reajuste de 41,16% pedido pelas empresas de ônibus da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Ao pedir o aumento, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) argumentou que houve prejuízos com redução na demanda durante a pandemia e aumento de cerca de 6% no valor dos insumos.
Embora o Sintram negue, o secretário confirma que as empresas pediram um acréscimo de 41,16% sobre o valor das tarifas. “De fato esse pedido de 41% ocorreu por parte do sindicato, e ele é feito em cima de um modelo muito antigo. Esse modelo já está ultrapassado, e o nosso trabalho vem sendo o de atualizá-lo”, diz.
“Certamente não vamos promover esse tipo de subsídio se não houver a revisão do modelo e a abertura de dados e informações, as quais já foram solicitadas aos concessionários. O que existe é a necessidade de recomposição de preços com base na inflação. Nós estamos revendo se houve, de fato, nos principais insumos das empresas de ônibus, impacto relevante da inflação. Pretendemos nas próximas semanas concluir essa avaliação”, completou o secretário.
Embora conste no documento enviado ao estado o pedido de reajuste de 41,16%, o presidente do Sintram, Rubens Lessa, declarou que foi solicitada apenas a recomposição inflacionária, de aproximadamente 6%. “A necessidade de equilíbrio de contrato nós estamos demonstrando mensalmente. Essa defasagem já anda na faixa de mais de R$ 110 milhões e tem que ser coberto por outras fontes de custeio que não seja o próprio usuário pagando”, afirmou.
Ao todo, 232 linhas de transporte metropolitano têm passagem no valor de R$ 5,60, 35 linhas têm tarifa de R$ 3,80 e a linha Betim/Aeroporto de Confins, via Aeroporto da Pampulha, tem bilhete a R$ 51,25.

















