Encontrando “espermatozoides ocultos”: técnica com inteligência artificial traz esperança para homens antes considerados inférteis

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Uma nova tecnologia desenvolvida pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, tem mudado a vida de casais que enfrentam a infertilidade masculina severa. O sistema Star — sigla em inglês para “Rastreamento e Recuperação de Espermatozoides” — utiliza inteligência artificial para localizar espermatozoides raros e praticamente invisíveis em amostras consideradas sem chances de fertilização.

A técnica foi criada para ajudar homens diagnosticados com azoospermia, condição em que há ausência ou quantidade extremamente baixa de espermatozoides no sêmen. Em muitos casos, os pacientes eram informados de que jamais poderiam ter filhos biológicos.

Com auxílio de algoritmos de aprendizado de máquina, câmeras de alta resolução e chips microfluídicos, o sistema consegue analisar centenas de imagens por segundo em busca de um único espermatozoide escondido entre fragmentos celulares e resíduos biológicos. Quando localizado, o material é isolado rapidamente para utilização em fertilização in vitro.

O método já possibilitou o nascimento do primeiro bebê gerado com auxílio da tecnologia Star e atualmente atende pacientes de diversos países. Segundo pesquisadores, em aproximadamente 30% dos casos analisados recentemente, foi possível encontrar espermatozoides em homens considerados inférteis.

Especialistas destacam que a inteligência artificial também vem sendo utilizada em outras etapas dos tratamentos de fertilidade, como seleção de embriões e personalização hormonal em fertilização in vitro. Apesar dos avanços, pesquisadores alertam que ainda são necessários estudos em larga escala para avaliar resultados a longo prazo e questões éticas envolvendo dados médicos e promessas de eficácia.

Crédito da foto: Getty Images/BBC
Fonte: G1

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