Envelhecimento da população brasileira exige novos olhares sobre o cuidado com os idosos

Por Dentro De Tudo:

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O Brasil está envelhecendo rapidamente. Dados do Censo de 2023 apontam que o número de pessoas idosas cresceu 57,4% nos últimos 12 anos. Até 2030, estima-se que quase 40% da população será composta por pessoas com mais de 60 anos. Esse cenário traz à tona desafios importantes sobre como garantir qualidade de vida, autonomia e cuidados adequados aos idosos.

Segundo o geriatra Marco Túlio Cintra, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia em Minas Gerais, o cuidado com o envelhecimento deve começar desde cedo, com foco em hábitos saudáveis, atividade física, vacinação, interação social e estímulos cognitivos. “Autonomia é decidir; independência é executar. Precisamos preservar as duas”, explica.

Por outro lado, quando o envelhecimento é marcado por doenças ou limitações, o apoio familiar e social se torna ainda mais essencial. A geriatra Claudia Caciquinho reforça que a perda de autonomia exige planejamento, adaptação do ambiente e acolhimento respeitoso. Ela alerta também para o impacto emocional e físico vivido pelos cuidadores, muitas vezes familiares despreparados e sobrecarregados.

No Brasil, a maioria dos cuidadores ainda é informal, e o suporte público continua insuficiente. Para os especialistas, é preciso investir em educação desde a infância sobre o envelhecimento, ampliar o acesso à informação e valorizar as instituições de longa permanência, com fiscalização rigorosa para evitar maus-tratos.

O envelhecimento saudável, segundo os especialistas, passa por manter vínculos afetivos, participar da vida familiar e ter objetivos e atividades prazerosas. “Cultivar o afeto é fundamental para envelhecer com dignidade”, conclui Claudia.

Foto: iStock/Divulgação

Fonte: O Tempo

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