Equilíbrio, salário e propósito pesam mais na escolha do emprego, aponta estudo com brasileiros

Por Dentro De Tudo:

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Equilíbrio entre vida pessoal e profissional, remuneração competitiva e coerência entre valores individuais e os da empresa são os fatores mais valorizados pelos trabalhadores brasileiros na hora de escolher ou permanecer em um emprego. É o que mostra o estudo Workmonitor 2025, realizado pela Randstad, que ouviu 755 profissionais no Brasil e mais de 26 mil em 35 países.

Segundo a pesquisa, 92% dos brasileiros consideram o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal uma prioridade, percentual acima da média global. O salário segue como fator relevante, mas perde espaço quando comparado a aspectos como flexibilidade de horários, possibilidade de trabalhar remotamente e alinhamento ético com a organização, indicando uma mudança consistente nas expectativas em relação ao mercado de trabalho.

O levantamento também aponta que o chamado “propósito” ganhou peso nas decisões profissionais. Mais da metade dos entrevistados afirma que recusaria uma vaga em empresas cujos valores não estejam alinhados aos seus, especialmente em temas ligados a responsabilidade social, inclusão e práticas trabalhistas justas. Esse desalinhamento tem impacto direto na rotatividade: parte significativa dos trabalhadores relatou já ter pedido demissão por discordar da postura da liderança ou por falta de perspectivas de crescimento.

Ambientes considerados tóxicos ou pouco transparentes também aparecem como fator decisivo para desligamentos. A pesquisa indica que o trabalhador brasileiro demonstra baixa tolerância a relações profissionais prejudiciais e valoriza líderes acessíveis, respeito à saúde mental e culturas organizacionais mais inclusivas, reforçando a importância das relações humanas no ambiente corporativo.

Outro ponto central revelado pelo estudo é a busca por qualificação. Com o avanço acelerado da tecnologia, especialmente da inteligência artificial, os brasileiros demonstram forte interesse em capacitação contínua e associam oportunidades de aprendizado à permanência no emprego. O cenário sugere que empresas que investirem em flexibilidade, desenvolvimento profissional e cultura organizacional tendem a ter vantagem na atração e retenção de talentos.

Fonte: g1 — Estudo Workmonitor 2025, da Randstad

Crédito da foto: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Morro Agudo

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