A Escola Santo Tomás de Aquino afastou um aluno, suspeito de agredir com um “mata-leão” outro colega, um adolescente autista. Segundo boletim de ocorrência, a agressão aconteceu no dia 1º de novembro, dentro da escola, localizada no bairro São Bento, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A denúncia foi registrada pela mãe da vítima. Veja comunicado mais abaixo.
De acordo com o boletim de ocorrência, no dia 1º de novembro, o garoto de 13 anos, foi surpreendido pelas costas por outro estudante e jogado ao chão com um golpe conhecido como “mata-leão”. O agressor foi advertido mais de uma vez por uma professora, e só após o apelo liberou a vítima.
Ainda de acordo com o registro policial, a vítima se isolou da turma após a agressão e passou o recreio dormindo na carteira. O adolescente disse a mãe que foi acordado por um colega que jogou água em sua cabeça e nos materiais escolares.
O menino tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a mãe, ele sofre bullying dos colegas e não recebe acompanhamento de um professor de apoio.
Veja o comunicado na íntegra:
Escola Santo Tomás de Aquino reforça sua consternação e solidariedade com o aluno e seus familiares envolvidos no recente caso de agressão.
Informamos que o aluno agressor foi afastado das aulas segundo um plano alinhado com sua família e após o cumprimento dos trâmites processuais, que passam pela apuração dos fatos e o acionamento do Conselho Tutelar.
É importante destacar que a instituição tem como política o acompanhamento de cada um dos alunos neurodiversos por meio de um Plano de Desenvolvimento Individual. No caso do aluno em questão, ele retornará à sua rotina escolar com o acompanhamento de um profissional qualificado e contará com o acolhimento de toda a equipe, de acordo com um plano detalhado em parceria com a família.
Por fim, a Santo Tomás de Aquino reforça que repudia qualquer tipo de agressão ou violência e, ao longo dos seus 68 anos, sempre teve a reputação de acolher e incluir alunos diversos, com a convicção de que a escola deve ser um ambiente para todos. Assumimos, com amor e profissionalismo, os desafios inerentes à inclusão, sem fazer distinção ou escolhas na admissão dos seus alunos. E reafirmamos nosso compromisso de continuar lutando diariamente para realizar esta missão.
O que diz a Polícia Civil
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que apura o ocorrido. Nos próximos dias, os envolvidos serão ouvidos para prestar esclarecimentos. Mais informações serão repassadas em momento oportuno para não atrapalhar os trabalhos investigativos.
Fonte: Globo Minas.
















