Estresse pode afetar vida profissional e pessoal; veja sintomas e como prevenir

Por Dentro De Tudo:

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Dificuldade de comunicação, cansaço excessivo, desgaste mental, desestabilidade – os sintomas estão atrelados ao nível de estresse no trabalho, que pode afetar tanto a vida profissional, quanto pessoal da população. Nesta sexta-feira (23), Dia Nacional do Combate ao Estresse, o alerta para a condição é tanto para empresas quanto funcionários, que podem trabalhar juntos para melhorar o ambiente para todos os lados.  

A International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) aponta que 72% da população no mercado de trabalho sofre com estresse. Índice coloca o país em segundo lugar no ranking de territórios com maior número de pessoas afetadas pela síndrome de burnout – doença com sintomas de exaustão extrema resultante de situações de trabalho desgastante. 

A associação acentua que preocupação financeira – evidenciada nas entrevistas por falas sobre a apreensão pelas “contas a pagar” – é a principal razão de estresse para quase oito de dez brasileiros. 

“O cuidado é para todos, em todas as empresas. Não tem um perfil que sofra mais. É importante saber ouvir e falar quando há problemas”, pontua a psicóloga e coordenadora de gestão de pessoas da Cetus Oncologia, Lorena Correa Paixão. 

Os principais sinais de quando o estresse vira um problema são tendência de isolamento dos colegas de trabalho, falta de vontade de se relacionar no ambiente empresarial, instabilidade e falta de paciência. 
 
A pandemia de Covid-19, que mudou grande parte das relações e aprofundou dúvidas sobre estabilidade no mercado de trabalho, foi um dos principais demonstradores do problema, conforme Lorena. 

“As pessoas ficaram quase um ano e meio em casa, há insegurança de perder o emprego, volta-se com uma rotina louca. Muitos gostaram de trabalhar de casa, voltar causou um estresse. Empresas tem que se adaptar, ficar de olho nisso”, completa. 

Prevenção 

O Ministério da Saúde orienta que, para prevenir sintomas mais graves de estresse, é importante cuidar da alimentação e manter atividades físicas. O processo pode fazer com que o corpo perca nutrientes e vitaminas importantes, dentre elas, as do complexo B, vitamina C, magnésio e manganês.

“Qualquer atividade física proporciona benefícios ao organismo, melhorando as funções cardiovasculares e respiratórias, queimando calorias, ajudando no condicionamento físico e induzindo a produção de substâncias naturalmente relaxantes e analgésicas, como a endorfina”, pontua nota.

Tipos de estresse: 

Agudo: é mais intenso e curto, sendo causado normalmente por situações traumáticas, mas passageiras, como a depressão na morte de um parente. 

Crônico: afeta a maioria das pessoas, sendo constante no dia a dia, mas de uma forma mais suave. 

A evolução do estresse se dá em três fases: 

Fase de Alerta: ocorre quando o indivíduo entra em contato com o agente estressor. 

Sintomas da fase de alerta: 

Mãos e/ou pés frios; boca seca; dor no estômago; suor; tensão e dor muscular, por exemplo, na região dos ombros; aperto na mandíbula/ranger os dentes ou roer unhas/ponta da caneta; diarréia passageira; insônia; batimentos cardíacos acelerados; respiração ofegante; aumento súbito e passageiro da pressão sanguínea; agitação. 

Fase de Resistência: o corpo tenta voltar ao seu equilíbrio. O organismo pode se adaptar ao problema ou eliminá-lo. 

Sintomas da fase de resistência: 

Problemas com a memória; mal-estar generalizado; formigamento nas extremidades (mãos e/ou pés); sensação de desgaste físico constante; mudança no apetite; aparecimento de problemas de pele; hipertensão arterial; cansaço constante; gastrite prolongada; tontura; sensibilidade emotiva excessiva; obsessão com o agente estressor; irritabilidade excessiva; desejo sexual diminuído. 

Fase de Exaustão: nessa fase podem surgem diversos comprometimentos físicos em forma de doença. 

Sintomas da fase de exaustão: 

Diarreias frequentes; dificuldades sexuais; formigamento nas extremidades; insônia; tiques nervosos; hipertensão arterial confirmada; problemas de pele prolongados; mudança extrema de apetite; batimentos cardíacos acelerados; tontura frequente; úlcera; impossibilidade de trabalhar; pesadelos; apatia; cansaço excessivo; irritabilidade; angústia; hipersensibilidade emotiva; perda do senso de humor.

Fonte: Ministério da Saúde

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