Estudante de medicina é indiciado por estupro e gravação íntima sem autorização em BH

Por Dentro De Tudo:

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Um estudante de medicina, de 23 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais pelos crimes de estupro e registro não autorizado da intimidade sexual. O inquérito, que apurou denúncias de duas vítimas, foi concluído pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Belo Horizonte e encaminhado à Justiça nesta terça-feira (15).Segundo a Polícia Civil, há ainda outro inquérito em andamento para investigar uma denúncia de tentativa de estupro envolvendo uma terceira vítima, cuja investigação permanece sigilosa. O caso segue sob análise do Ministério Público de Minas Gerais, que deverá avaliar o material produzido antes de decidir se oferecerá denúncia.

Investigações apontam que o universitário manteve relações sexuais sem o consentimento das vítimas, recusou o uso de preservativo ou a interrupção dos atos quando solicitado. Além disso, há relatos de fotografias e gravações clandestinas dos encontros íntimos, com o material supostamente compartilhado em um grupo de WhatsApp formado por colegas do curso.

Laudos periciais e depoimentos foram reunidos, indicando autoria e materialidade dos crimes. O caso está enquadrado no contexto da Lei Maria da Penha.

Uma das vítimas relatou à TV Globo a dificuldade de reagir durante um dos episódios, dizendo que não tinha força para se defender diante da agressão.

A Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (Feluma) informou que, à época dos fatos, o estudante foi imediatamente suspenso das atividades acadêmicas, conforme procedimentos internos. A instituição afirmou ainda que houve decisão judicial determinando o afastamento da suposta vítima, com bloqueio de acessos às dependências e aos sistemas; o afastamento cautelar permanece em vigor e o vínculo acadêmico encontra-se trancado, sem participação em aulas, estágios ou outras atividades.

O Ministério Público informou que o inquérito está em análise. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) não informou sobre eventual processo relacionado nem sobre a situação do estudante no curso.

A defesa ressaltou que o indiciamento é ato policial no âmbito da investigação, sem contraditório e sem caracterizar culpa ou julgamento definitivo, e que não comentará o conteúdo da investigação neste momento, reservando-se ao andamento processual.

Texto: via BHAZ
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Créditos: Texto: via BHAZ
Crédito fotográfico: BHAZ

Texto original publicado em: bhaz.com.br
Data: 18 de setembro de 2026

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