Um estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) revelou que mulheres grávidas e aquelas no período de até 18 meses após o parto enfrentam um risco significativamente maior de sofrer violência psicológica praticada por parceiros ou ex-parceiros.
A pesquisa analisou dados de 26.006 mulheres, entre 18 e 49 anos, de todas as regiões do Brasil. Os resultados indicam que gestantes e puérperas têm 94% mais chances de sofrer esse tipo de violência em comparação com mulheres que nunca tiveram filhos. Entre aquelas com filhos acima de 18 meses, o risco permanece elevado, sendo 60% maior.
O levantamento identificou como violência psicológica situações como insultos, humilhações, ameaças, destruição de objetos pessoais e intimidações por meio de redes sociais ou aplicativos de mensagens.
Segundo os pesquisadores, esse tipo de abuso pode causar graves consequências para a saúde da mãe e do bebê, estando associado ao aumento do risco de depressão pós-parto, ideação suicida, parto prematuro e prejuízos ao desenvolvimento fetal e infantil.
Os autores também observaram que mulheres com menor escolaridade e renda familiar mais baixa estão entre as mais vulneráveis. Diante dos resultados, defendem que serviços de pré-natal, maternidades e pediatria adotem protocolos para identificar precocemente casos de violência e oferecer apoio às vítimas.
Foto: Banco de imagens/Canva
Fonte: Itatiaia
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ESTUDO ACENDE ALERTA PARA GESTANTES









