Estudo da UFMG aponta Brasil com 30% de obesos até 2030

Por Dentro De Tudo:

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Nem sempre ligada a exageros na hora de comer ou sedentarismo, a obesidade pode se tornar cada vez mais comum entre a população. Novo alerta indica que três a cada dez brasileiros devem ter a doença crônica até 2030. O estudo da UFMG reforça a necessidade de acompanhamento e mais políticas públicas para prevenir os casos.

O risco é maior para mulheres, negros e pessoas de baixas renda e escolaridade, conforme consta em um trabalho da Escola de Enfermagem da UFMG. O grupo analisou dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), entre 2006 e 2019. Mais de 730 mil pessoas das 26 capitais participaram da entrevista.

O índice de obesidade no país era de 22% em 2021, segundo o Ministério da Saúde. A estimativa para o fim desta década é que 68,1% da população esteja com sobrepeso, 29,6% com obesidade e 9,3% com doença nas classes II e III (grave ou mórbida). Em Belo Horizonte, a previsão é que 28% da população seja diagnosticada com a enfermidade até 2030.

“Há um componente individual, genético, e outro do ambiente, que está favorecendo que as pessoas comam cada vez mais e pior, e gastando menos energia”, afirma o professor do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da UFMG, Rafael Moreira Claro.

O pesquisador lembra que a obesidade é um fator de risco para diversas Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como as cardiovasculares, diabetes e cânceres. 

Para ele, existe uma “epidemia de obesidade” no Brasil. “Os estudos evidenciam que 70% das mortes por doenças são de doenças crônicas”. Segundo o professor, esses óbitos são prematuros e poderiam ser evitados.

“O principal risco da obesidade é a perda de anos de vida saudável, ou seja, a pessoa vai morrer mais cedo do que deveria, ao invés de viver com mais qualidade de vida”.

fonte: Hoje em Dia.

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