Estudo revela que RMBH concentra maior número de cidades com baixa qualidade na saúde infantil em Minas

Por Dentro De Tudo:

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A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) apresenta os piores índices de qualidade na atenção à saúde de crianças de até seis anos em Minas Gerais, segundo o estudo PRISMA (Primeiras Infâncias: Indicador Suricato de Monitoramento e Avaliação), divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).

De acordo com os dados, 16,2% dos municípios da região têm falhas graves na atenção primária e na assistência neonatal, o que contribui para a ocorrência de óbitos infantis evitáveis.

Pedro Azevedo, diretor de inteligência do TCE-MG, explica que o resultado é reflexo não apenas da deficiência no atendimento, mas também da alta demanda de municípios vizinhos, que procuram assistência nos centros de referência da região, sobretudo em Belo Horizonte.

O levantamento, apresentado no II Encontro Nacional da Primeira Infância, considerou indicadores como mortalidade infantil e materna, mortes por causas evitáveis, baixo peso ao nascer, altura, cobertura vacinal e atenção básica.

📊 Destaques do estudo:

A RMBH lidera o ranking negativo, seguida pelo Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (13,6% dos municípios com baixa avaliação). O Eixo Central–Vale do Rio Doce foi apontado como um “eixo de excelência em saúde”, com os melhores índices. A Região Central tem 40% dos municípios bem avaliados e o Vale do Rio Doce aparece com 33,3%. O Jequitinhonha surpreendeu positivamente: não possui municípios no grupo de piores índices; 15,7% estão no grupo alto, 37,3% no médio-alto e 47,1% no médio-baixo.

📸 Imagem: Reprodução/Canva

✍️ Texto: O Tempo

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