Com direito a caixas de som, microfone, guitarra e um pandeiro, um sargento reformado da PM de 55 anos promovia uma música ao vivo na Praça do Papa, Região Centro-Sul de BH, quando foi abordado por dois guardas municipais. O ex-militar rebateu a dupla, a desacatou, se recusou a colocar máscara de proteção e o caso foi parar na Central de Flagrantes (Ceflan) 3 da Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, o caso começou por volta das 19h45 de sábado (27). Os guardas contam que viram a música ao vivo, com diversos equipamentos, incluindo notebooks e caixas de som, e foram questionar se havia autorização para a promoção daquele pequeno evento.
Foi quando, então, o ex-PM se negou a responder e disse que os guardas “não eram polícia e nem autoridade” e que o único policial ali era ele mesmo.
Os guardas pediram para que o homem se identificasse e ele novamente se negou. Diante da situação, chegaram a acionar o Centro de Operações da PM e solicitar a presença de um superior no local.
Em seguida, os guardas pediram para que o militar reformado colocasse máscara e ele se recusou, sob a justificativa de que não poderia cantar utilizando o item de proteção.
Foi quando, ainda de acordo com os guardas, o homem abaixou o som e os confrontou de maneira violenta, repetindo que eles não eram nenhuma autoridade e usando palavras de baixo calão.
Foi dada voz de prisão para o ex-PM, que esticou o braço de forma voluntária para que os guardas colocassem a algema. Quando estava sendo algemado, o militar da reserva acertou um soco no guarda e emendou com outras agressões, até que foi contido com uso de uma arma de choque.
O ex-PM foi, então, algemado, imobilizado e levado até a viatura, enquanto dizia mais palavrões. Ele recebeu atendimento médico e foi encaminhado até a Ceflan 3, no Barreiro, onde ficou sob custódia e responsabilidade da Polícia Militar.
A ocorrência foi encerrada por volta das 3h de domingo (28).
O que diz o ex-PM
Aos militares, o ex-PM conta que estava em uma parte isolada da praça, cantando, utilizando duas caixas de som e um notebook, até que os guardas municipais o abordaram.
O militar da reserva conta que foi ordenado a desligar o som e disse que acataria a ordem assim que a música que estava tocando terminasse. Afirmou que se apresentou como sargento e que, após isso, os guardas teriam o ofendido.
Como resposta às ofensas dos guardas, começou uma discussão “fervorosa”. Em seguida, foi atacado por trás por um deles, com um golpe mata leão, enquanto o outro o algemava pela frente.
Disse que, mesmo já algemado, foi jogado no chão e levou golpes com a arma de choque por várias vezes. Assumiu ter proferido palavras desrespeitosas aos guardas, mas só depois de ter sido ofendido.













