Uma nova tecnologia está transformando o diagnóstico da Síndrome do Olho Seco (SOS), condição que afeta mais de 30 milhões de brasileiros. O exame, chamado IDRA, avalia sinais da doença sem a necessidade de contato direto com os olhos, proporcionando mais conforto e precisão aos pacientes.
Diferente dos métodos tradicionais, o IDRA analisa a borda palpebral, os cílios, a lágrima e a oleosidade ocular por meio de câmeras de infravermelho. O equipamento capta imagens detalhadas e fornece dados importantes, como a vitalidade das Glândulas de Meibomius, responsáveis por manter a lubrificação dos olhos.
O procedimento é simples: o paciente apenas se posiciona diante do aparelho, sem a necessidade de qualquer preparo prévio. Os dados obtidos ajudam o oftalmologista a definir o tratamento ideal, de forma personalizada.
Além disso, uma das novidades terapêuticas é o uso da luz intensa pulsada (IPL), antes comum na dermatologia. A técnica tem mostrado bons resultados em casos de olho seco evaporativo, causado pela disfunção das glândulas de Meibomius.
A oftalmologista Daniella Nazih Danif alerta para os riscos do não tratamento: “A SOS pode evoluir para infecções, danos na córnea e até perda da visão.” Por isso, recomenda atenção aos sintomas, como vermelhidão, ardência, visão embaçada e fotofobia.
Prevenção também faz parte do cuidado: manter uma boa hidratação, usar lubrificantes oculares, fazer pausas durante o uso de telas (como a regra 20-20-20), e apostar em alimentos ricos em ômega 3, como linhaça e castanhas, podem ajudar a proteger a saúde dos olhos.
Caso os sintomas sejam frequentes, a orientação é procurar um oftalmologista. Com os avanços tecnológicos, como o IDRA, o diagnóstico da Síndrome do Olho Seco se torna cada vez mais eficiente e confortável.