Belo Horizonte vive uma situação alarmante com o aumento de casos de coqueluche, que passaram de três registros em 2024 até junho para quase 300 notificações em apenas seis meses, além de um óbito de um bebê. A doença respiratória, que pode levar a complicações graves como pneumonia e até à morte, está afetando principalmente adolescentes e jovens até 19 anos. Embora a coqueluche seja mais perigosa para crianças menores de 1 ano, adultos também podem se tornar suscetíveis, já que a vacina perde a eficácia com o tempo.
A principal causa desse aumento é a queda na cobertura vacinal, que está em cerca de 70%, quando a meta é atingir 95%. A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) faz um alerta para que todos se vacinem, principalmente crianças a partir de 2 meses até menores de 7 anos, gestantes, profissionais da saúde e trabalhadores de berçários e creches. O perfil de pacientes em BH mostra um aumento de 700% em relação ao maior número de casos registrado nos últimos 10 anos, em 2017.
Os principais sintomas da doença são ataques de tosse seca, febre e cansaço, e a transmissão ocorre por tosse, espirro ou fala de pessoas contaminadas. A prevenção e o tratamento rápido são essenciais para evitar complicações, e a imunização de crianças desde os primeiros meses de vida é considerada indispensável.














