Falsos médicos: desinformação científica se tornou negócio lucrativo nas redes sociais

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Um estudo apresentado durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) aponta que grupos que disseminam desinformação científica passaram a adotar estratégias para dar aparência de credibilidade às informações falsas.

Segundo os pesquisadores, esses grupos utilizam termos técnicos, artigos científicos, gráficos, referências bibliográficas e até a imagem de profissionais da área para sustentar narrativas enganosas.

A pesquisa analisou, inicialmente, grupos antivacina no WhatsApp durante a pandemia de Covid-19. Os pesquisadores identificaram o uso seletivo e fora de contexto de estudos científicos para tentar validar informações contrárias às evidências disponíveis.

Além da questão ideológica, o estudo aponta que a desinformação também pode gerar lucro, por meio de publicidade, cursos, assinaturas, suplementos, terapias sem comprovação e outros produtos associados às mensagens divulgadas.

Entre os sinais de alerta estão o uso excessivo de termos técnicos sem explicação, estudos apresentados fora de contexto, promessas de cura e venda de produtos relacionados à mensagem.

Especialistas recomendam verificar a origem das informações, consultar instituições reconhecidas e comparar o conteúdo com diferentes fontes confiáveis antes de compartilhar.

Fonte: Itatiaia
Foto: Imagem ilustrativa/Canva

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