Um menino de três anos perdeu um dente durante o intervalo em uma escola municipal de Peruíbe, no litoral de São Paulo. Conforme apurado pelo g1, a família afirma que a criança sofreu lesões graves após bater a boca na quina de uma mesa, enquanto era acomodada em um banco por uma professora. A prefeitura sustenta que foi apenas um incidente.
O caso ocorreu em maio, na Escola Leão Novaes, mas o pai da criança só teve acesso às imagens de segurança no início de setembro. As gravações mostram o momento em que a professora tenta posicionar o menino no banco do refeitório. Após atendimento odontológico, a família registrou boletim de ocorrência e o caso foi comunicada ao Conselho Tutelar. O órgão disse ter identificado a ocorrência de violência institucional e, durante a investigação, a família decidiu transferir o aluno.
O que diz a família
Os responsáveis foram chamados à escola após a direção informar sobre a queda do dente. Ao chegarem, teriam recebido poucas informações sobre o ocorrido. O pai relata que a diretora e a professora alegaram não saber como o dente se soltou. A família levou a criança a uma dentista particular, que constatou trauma na região do canino inferior esquerdo. Os familiares afirmam que o menino não queria deixar o refeitório e, ao tentar puxá-lo pela mão, ele teria colocado a boca na quina da mesa, provocando a lesão.
O que diz a prefeitura
A prefeitura afirma que a professora tentou acomodar o aluno no banco do refeitório para acompanhá-lo durante a refeição. A criança teria resistido e escorregado após ser colocada próxima à mesa, atingindo o rosto e ferindo a boca. A professora percebeu o sangramento, informou a família e recolheu o fragmento do dente, acionando o atendimento. A Secretaria de Educação informou que disponibilizou consulta especializada no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), com cirurgião bucomaxilofacial, para continuidade do acompanhamento.
A Secretaria de Educação também disse ter colhido relatos dos profissionais presentes e solicitado as imagens do sistema de monitoramento, as quais foram encaminhadas às autoridades competentes. Em nota, afirmou que, após a verificação das gravações, não foi configurado agressão intencional ou omissão de socorro por parte da docente ou de qualquer servidor. A prefeitura ressaltou que qualquer ato suscetível de equívoco será apurado oportunamente, a partir do retorno da professora, atualmente afastada por motivos médicos. O aluno foi transferido em 22/09/2026, quatro meses após o ocorrido, segundo a administração, que reforçou o compromisso com a proteção e o bem-estar dos estudantes da Rede Municipal de Ensino. A Secretaria de Segurança Pública não se posicionou até a última atualização.
Imagens e créditos
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Texto: via g1
Foto: g1














