Seis famílias da comunidade de Quéias, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, começaram a deixar suas residências nesta terça-feira (29) por medida preventiva, após o aumento do nível de emergência da barragem B1-A, operada pela empresa Emicon Mineração. A estrutura passou do nível 1 para o nível 2 de alerta, mas, segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM), não há risco iminente de rompimento.
A evacuação atende a exigência legal para áreas classificadas como de maior risco e está sendo realizada com apoio da Prefeitura de Brumadinho. As famílias estão se mudando para imóveis escolhidos por elas, com aluguel pago pelo município. Ainda não há previsão de retorno às moradias originais.
A ANM informou que a elevação do nível se deu devido à ausência de sistemas automatizados de alerta e monitoramento, além da falta de documentação que ateste a segurança da estrutura. A barragem possui cerca de 914,5 mil metros cúbicos de rejeitos, o equivalente a um prédio de 12 andares em altura, e fica próxima ao distrito de Conceição de Itaguá.
Em ofício à prefeitura, a ANM apontou que os relatórios técnicos elaborados por empresa contratada pela mineradora não são suficientes para comprovar a estabilidade da estrutura, e solicitou a contratação de uma nova avaliação independente.
A barragem B1-A não tem relação com a B1, da Vale, que se rompeu em 2019, também em Brumadinho, causando a morte de 270 pessoas. A tragédia de 2019 envolveu um volume de rejeitos cerca de 13 vezes maior.
Até o momento, a mineradora Emicon não se pronunciou. O g1 acompanha o caso.
Fonte: G1 Minas / TV Globo.














