O encontro previsto para janeiro entre o goleiro Bruno Fernandes e o filho Bruninho Samudio não ocorreu e frustrou uma tentativa de acordo considerada decisiva pela família do adolescente. Segundo a madrinha, Maria do Carmo, Bruninho estava disposto a abrir mão de todas as ações de pensão e indenização — valores que somam mais de R$ 2,5 milhões — em troca de informações sobre o paradeiro dos restos mortais da mãe, Eliza Samudio.
De acordo com familiares, o jovem chegou a questionar se estava sendo ingênuo ao propor o perdão financeiro apenas para garantir um desfecho digno à memória da mãe. A negociação, porém, não avançou porque o goleiro não compareceu à reunião. Bruno alegou ter sido coagido a participar sem a presença de advogados ou da esposa.
Após o não comparecimento, Bruninho decidiu retomar a cobrança integral dos valores devidos na Justiça. A família afirma que, desde o fim de 2022 — quando Bruno teria feito uma vaquinha para quitar débitos antigos —, não houve novos pagamentos de pensão. Também há relatos de dificuldades para a localização do endereço atual do goleiro no Rio de Janeiro, o que tem atrasado o andamento dos processos.
O montante atualizado ultrapassa R$ 2,5 milhões, considerando parcelas de pensão em atraso e indenização pela morte de Eliza. Abalado nos dias seguintes ao episódio, Bruninho manteve a rotina esportiva: ele defende o Botafogo e foi convocado para as categorias de base da Seleção Brasileira.
Para os representantes do adolescente, houve uma tentativa de solução amigável e humanitária, encerrada pela ausência do pai. Agora, o foco do jovem se divide entre a carreira no futebol e a busca pelos direitos na Justiça.
Fonte: O TEMPO
Foto: Reprodução/Redes sociais


















