Um esquema investigado pelo Ministério Público Federal teria usado idosos como “dublês biométricos” para criar beneficiários que nunca existiram e fraudar o INSS. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 86 milhões.
A Justiça Federal aceitou a denúncia contra 35 suspeitos, que poderão responder por estelionato qualificado e associação criminosa. A fraude envolvia principalmente o BPC, benefício destinado a idosos em situação de vulnerabilidade e pessoas com deficiência.
Segundo a investigação, o grupo obtinha documentos de pessoas fictícias e utilizava o rosto e as impressões digitais de idosos para se passar por diferentes beneficiários. Mais de 170 laudos da Polícia Federal teriam identificado a mesma impressão digital associada a várias identidades.
Ao todo, foram identificados 457 benefícios fraudados. Quando a operação foi deflagrada, 240 ainda estavam sendo sacados regularmente. A Previdência estima que a interrupção do esquema evitou mais de R$ 35 milhões em novos prejuízos.
A Operação Leste do Espinhaço foi realizada pela Polícia Federal e pela Previdência Social, com cumprimento de 91 medidas judiciais em Minas Gerais e no Espírito Santo. A Justiça manteve 19 acusados presos preventivamente.
Fonte: O Tempo
Texto: Folhapress
Foto: Pexels
FRAUDE DE R$ 86 MILHÕES USAVA DUBLÊS DE BIOMETRIA












