O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 35 pessoas suspeitas de participar de um esquema que teria fraudado mais de R$ 86 milhões do INSS em Minas Gerais ao longo de mais de duas décadas. A investigação identificou 457 benefícios fraudulentos, principalmente do BPC/Loas.
Segundo o MPF, o grupo criava pessoas que nunca existiram por meio de certidões de nascimento e documentos falsos. Com essas identidades fictícias, eram solicitados benefícios destinados a idosos em situação de vulnerabilidade.
Para movimentar os benefícios, os investigados utilizavam os chamados “dublês biométricos”: pessoas reais que se apresentavam em agências e repartições públicas no lugar dos supostos beneficiários.
A fraude foi confirmada por mais de 170 laudos papiloscópicos e biométricos produzidos pela Polícia Federal. Os exames apontaram a mesma impressão digital associada a diferentes identidades cadastradas no sistema previdenciário.
A operação que desarticulou o esquema foi realizada em agosto e alcançou municípios como Matozinhos, Ribeirão das Neves, Ipatinga, Timóteo e João Monlevade. Na época, a PF informou que havia 457 benefícios fraudados, sendo 240 ainda ativos.
Com a suspensão dos pagamentos irregulares, o MPF estima que outros R$ 34,8 milhões deixaram de ser desviados dos cofres públicos. O órgão pediu à Justiça a condenação dos denunciados, o ressarcimento dos valores e a manutenção das prisões preventivas.
Os denunciados responderão ao processo e ainda não foram condenados. A denúncia do MPF será analisada pela Justiça Federal.
Fonte: g1 Minas / MPF
Foto: Reprodução/TV Globo
“IDOSOS” QUE NUNCA EXISTIRAM GERARAM FRAUDE DE R$ 86 MILHÕES













