Os furtos de fios de cobre, cabos e equipamentos de energia elétrica, telefonia e transmissão de dados tiveram aumento de 30% em Minas Gerais. O crime tem causado interrupções em serviços essenciais, prejuízos financeiros a empresas e riscos graves à segurança, já que a prática pode resultar em acidentes fatais em redes de alta tensão.
Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que, em 2025, foram registrados 14.136 furtos desse tipo no Estado, contra 10.893 ocorrências em 2024. Em Belo Horizonte, a alta foi menor, mas ainda significativa: 2.950 casos em 2025, crescimento de 11% em relação ao ano anterior.
Especialistas atribuem o avanço do crime à valorização do cobre no mercado e à desorganização da fiação aérea nas cidades, com grande quantidade de cabos desativados nos postes, o que dificulta a fiscalização e facilita a ação criminosa. Além do prejuízo econômico, fios soltos representam risco direto para pedestres e motoristas.
Desde julho de 2025, a legislação endureceu as penas para furto e receptação de fios e cabos, que passaram a variar de dois a oito anos de prisão. Ainda assim, a avaliação é de que a punição, isoladamente, não resolve o problema, sendo necessária uma reorganização da infraestrutura urbana para retirada de cabos obsoletos.
A Cemig informou que substituiu o cabeamento aéreo de cobre por alumínio, material de menor valor de mercado, como forma de reduzir a atratividade para criminosos. Já a Polícia Civil afirma que tem intensificado investigações e operações para desarticular quadrilhas envolvidas nesses crimes em todo o Estado.
Crédito do texto: Bernardo Haddad / Hoje em Dia
Crédito da foto: Polícia Militar / Divulgação




















