‘gangbang’, fetiche que despontou no ‘censo do sexo’ em Minas

Por Dentro De Tudo:

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A prática grupal conhecida como gangbang ganhou destaque em Minas Gerais, sendo citada por 37% dos usuários mineiros da plataforma adulta SexLog. O levantamento realizado em 2024 revela tendências regionais em relação às preferências sexuais, com o gangbang se destacando no estado, particularmente entre aqueles inseridos no universo das parafilias. A prática envolve uma pessoa sendo o foco de atenção, geralmente uma mulher ou um passivo, que é penetrada por múltiplos parceiros.

Diferente da orgia, onde todos os participantes podem interagir entre si, no gangbang, o centro da experiência é a pessoa que é o alvo da interação sexual, o que implica em uma dinâmica de submissão ou dominação, dependendo da perspectiva. Produtores de conteúdo adulto, como Brunno Vieiro, também conhecido como Bitchman, explicam que a prática possui uma forte carga masculina de dominação, mas que pode ser subvertida, tornando o passivo quem exerce o controle da situação.

A popularidade do gangbang tem sido impulsionada pela pornografia e pela crescente visibilidade de práticas não convencionais, sendo observada desde 1995, quando um evento midiático envolvendo uma atriz e 251 homens aumentou o interesse pelo fetiche. No entanto, especialistas afirmam que a influência da pornografia continua a ser a maior força por trás da popularização da prática.

O aumento do interesse pelo gangbang também é atribuído a fatores culturais, como a abertura para discussões mais amplas sobre comportamento sexual em um contexto de maior aceitação de experiências sexuais não convencionais. No entanto, especialistas como as ginecologistas Isabela Aguiar e Rebeca Filgueiras alertam para a importância da segurança, consentimento e higiene durante a prática. O uso de preservativos e lubrificantes adequados, bem como a criação de regras claras entre os participantes, são fundamentais para garantir uma experiência segura e consensual.

A prática, que pode ser potencialmente arriscada, requer cuidados especiais, como o uso de lubrificação e atenção à proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A orientação médica enfatiza que, como qualquer prática sexual, o gangbang deve ser realizado com responsabilidade, sempre priorizando a segurança e o respeito mútuo entre os participantes.

Foto: VladOrlov/iStockphoto

Fonte: O Tempo

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