Golpe com IA: os sinais que você aprendeu a procurar já não funcionam; veja como se proteger

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Operação contra fraude financeira destaca o avanço da inteligência artificial na disseminação de golpes. Dados de relatório conjunto de acordo com fontes especializadas apontam que, em 2025, o número de vítimas chegou a aproximadamente 6 milhões, aumento de 141% frente a 2021. Além disso, a incorporação de imagens e vídeos manipulados representa 45,8% dos casos avaliados. O uso da IA mudou o perfil dos fraudadores: ataques que dependiam de grupos especializados e equipamentos caros passaram a ser executados de forma quase doméstica, com ferramentas comerciais disponíveis por cerca de 30 dólares mensais.

Especialistas ouvidos pelo G1 destacam que mudar a forma de identificar fraudes pode ser crucial. Sinais visuais tradicionais, como dedos deformados, ausência de piscadas ou rosto artificial, perdem eficácia, já que modelos de IA evoluíram para corrigir tais defeitos. Ainda assim, há falhas possíveis, especialmente em situações específicas. Avelino, professor de tecnologia, aponta que reconhecer uma fraude apenas pela imagem não é confiável; é preferível interromper a conversa e buscar a instituição por meio de um canal independente. Em empresas, pedidos fora do padrão devem ser confirmados com o responsável por um canal interno.

Entre os sinais mais relevantes para o leitor estão: pedido inesperado de dinheiro; urgência emocional; pressão para agir sem refletir; e tentativa de impedir a confirmação por outro canal. O protocolo recomendado é simples: interromper a conversa e contatar a instituição por um caminho conhecido. “A melhor defesa não é vencer a IA pela visão, mas adotar um protocolo”, diz Avelino. “Se envolve dinheiro, dados ou códigos de acesso, a verificação precisa ocorrer fora do contato que trouxe o pedido.”

Estado do Brasil com maior participação de alertas de fraude
O relatório aponta que São Paulo apresenta a maior participação de alertas de fraude no país, com 22,06% das ocorrências, acompanhando a concentração de atividades digitais. O universo de fraudes de identidade sintética cresce de forma acelerada na América Latina, com 79% dos profissionais de área estimando que esse tipo de crime pode se intensificar mais rapidamente que outros.

Impacto da IA no crime e resposta das empresas
Segundo o executivo da Unico, a IA expandiu significativamente o número de pessoas capazes de tentar fraudes. “O criminoso está disponível 24/7, buscando brechas no sistema; o mercado acompanha o fraudador,” afirma. A IA reduziu barreiras para ataques sofisticados, antes dependentes de logística e alto custo, tornando-os acessíveis a indivíduos isolados. Entre 2025 e 2026, casos de injeção de imagens e vídeos manipulados cresceram nove vezes; ataques avançados, incluindo deepfakes, representam quase metade dos incidentes na América Latina.

Medidas de defesa e recuperação
Caso a fraude seja fail, a prioridade é estancar o prejuízo, recuperar acessos e preservar provas. Em caso de PIX, o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED) pode bloquear ou devolver valores ainda disponíveis, embora não haja garantia de recuperação. Senhas ou dados sensíveis devem ser bloqueados, acessos encerrados e senhas trocadas, com prioridade ao e-mail. Em caso de conteúdo íntimo ou comprometedor, não pagar nem negociar; guardar evidências e denunciar a plataforma e o boletim de ocorrência.

Conselho final é universal: desligar a conversa e buscar o contato direto com a instituição por meio de canais independentes. “Não enviar dinheiro, dados ou código durante a dúvida”, reforça Avelino.

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Texto: via g1
Fraudes. — Foto: Divulgação/Unico

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