Golpe envolvendo falsos funcionários da Receita Federal é alvo de investigação

Por Dentro De Tudo:

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A polícia civil investiga quadrilha que aplicou golpes contra idosos em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Criminosos se passam por funcionários da Receita Federal, ligam para as vítimas alegando dívidas com o órgão e enviam “funcionárias” até as residências para tentar resolver a situação.Caso registrado envolve um idoso de 86 anos, que preferiu não se identificar, que recebeu a ligação de alguém que se apresentou como funcionário da Receita Federal e afirmou a necessidade de pagamento de uma multa de R$ 4,9 mil por entrega de declaração fora do prazo. Segundo a vítima, o estelionatário disse que poderia enviar uma funcionária chamada Bruna para resolver o caso.

Uma mulher que se apresentou como funcionária do órgão foi até o apartamento da vítima no Jardim Icaraí no dia 17 de agosto. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada. O idoso tentou fazer transferências por Pix, mas as operações foram canceladas. Ele acredita que a golpista pode ter memorizado as senhas durante a tentativa.

“Eu fiz três vezes e todas deram cancelado. Acho que o banco percebeu a fraude com Pix e cancelou. Disse ainda que precisava pegar as joias; só tinha minha aliança e a da minha esposa”, relatou a vítima. A golpista permaneceu aproximadamente 30 minutos no local, levando duas alianças, R$ 900 em espécie e um cartão de débito, que acabou utilizado em compras no Centro de Niterói. O prejuízo total ultrapassou R$ 15 mil. Um dos filhos da vítima conseguiu ligar para a gerente do banco e bloquear o cartão antes de novas compras.

Em outro caso, um homem de 83 anos também sofreu golpe semelhante e perdeu R$ 15 mil. Ambos os delitos foram registrados na delegacia. A Polícia Civil aponta que a quadrilha já vitimou 25 pessoas na região de Icaraí, com vítimas de maior poder aquisitivo. Um total de pelo menos 12 suspeitos foram identificados pela investigação, incluindo uma mulher que permanece foragida após ter sido emitido mandado de prisão.

O delegado responsável alerta que, diante de qualquer ligação suspeita como essa, a orientação é desligar e buscar informações diretamente em uma agência da Receita Federal. Porteiros devem confirmar a veracidade de ligações que envolvam o órgão e, se houver dúvida, acionar a polícia. A Receita Federal informou que não realiza contato com contribuintes por telefone, e-mail ou mensagem de texto; em caso de dúvida, recomenda-se consultar o site oficial, aplicativo ou ir pessoalmente a uma unidade.

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Texto: via g1
Foto: g1

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