Governo brasileiro aguarda decreto de Trump para avaliar impacto de tarifa sobre países que fazem negócios com o Irã

Por Dentro De Tudo:

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O governo brasileiro aguarda a publicação da ordem executiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para avaliar os possíveis impactos, no Brasil, da decisão que impõe uma tarifa de 25% a países que mantêm relações comerciais com o Irã. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12), com a informação de que a medida entra em vigor de forma imediata.

O Brasil pode ser afetado em razão do fluxo comercial com o país do Oriente Médio. Em 2025, empresas brasileiras importaram cerca de US$ 84,5 milhões do Irã, com destaque para ureia, pistache e uvas secas. No mesmo período, as exportações brasileiras somaram aproximadamente US$ 2,9 bilhões, principalmente de milho, soja e açúcar.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que qualquer país que mantenha negócios com a República Islâmica do Irã passará a pagar uma tarifa de 25% sobre todas as transações realizadas com os Estados Unidos, classificando a decisão como definitiva. O presidente, no entanto, não detalhou se a medida se aplica apenas a novos contratos ou também a relações comerciais já existentes.

Apesar dos valores envolvidos, o Irã não figura entre os 20 principais parceiros comerciais do Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Procurados, o Itamaraty e a Presidência da República não se manifestaram até a última atualização da reportagem.

A nova medida se soma a outras tarifas já anunciadas pelo governo norte-americano. Em abril de 2025, produtos brasileiros passaram a sofrer uma taxa adicional de 10% no mercado dos Estados Unidos. Em julho do mesmo ano, houve um novo aumento de 40%, elevando a alíquota total para até 50%, com vigência a partir de agosto. Parte dessas tarifas foi posteriormente retirada, mas uma parcela significativa das exportações brasileiras ainda enfrenta encargos elevados para entrar no mercado americano.

Crédito do texto: Isabella Calzolari / g1

Crédito da foto: Arte/g1

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