Greve dos rodoviários de oito cidades da Grande BH é descartada

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Os rodoviários que atendem a oito cidades da região metrolitana de Belo Horizonte desistiram de deflagrar greve no próximo domingo (28), após uma uma reunião de negociação com o sindicato que representa as empresas na manhã desta quinta-feira (25).

Na última assembleia dos rodoviários metropolitanos realizada na terça-feira (23), pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Região Metropolitana de Belo Horizonte (STRRMBH), a categoria recusou a proposta de reajustes salarial e de benefícios oferecido pelas empresas. A entidade sindical representa trabalhadores das cidades de Sabará, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Lagoa Santa, Confins, São José da Lapa e Vespasiano. 

Os trabalhadores pediam um aumento no salário e no tíquete-refeição correspondente ao valor do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somado com mais 6%. Já no adicional complementar, que é o valor pago aos motoristas para também cobram a passagem dos usuários, a proposta da categoria era de aumento de 20%.

Segundo o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Minas Gerais (Fettrominas), Marcelino Otoni Alexandre, a categoria havia delegado em assembleia que os sindicatos pudessem negociar com as empresas a proposta que melhor atendesse aos trabalhadores. 

“Nós encaminhamos uma proposta de 9% de reajuste no salário e no tíquete a partir do salário de outubro, que é pago em dezembro. Os patrões queriam dar um abono para os meses de outubro, novembro e dezembro e começar o reajuste de 9% sendo 5% no salário de janeiro e 4% no de março. Nós não aceitamos e fomos negociar. Ficou 9% de reajuste no salário e no tíquete no próximo mês o pagamento de adicional complementar passou de 10% para 20%”, disse. 

Marcelino afirmou que a categoria preferiu aceitar a proposta para evitar que uma possível greve se estenda. “Na atual conjuntura era melhor a gente fechar uma acordo, porque a greve você sabe quando começa, mas não sabe quando termina”, afirmou. 

Fonte: O Tempo.


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