Grupo é condenado por criar processos falsos para tentar receber heranças de pessoas mortas

Por Dentro De Tudo:

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Quatro homens foram condenados pela 7ª Vara Criminal de Belo Horizonte por participação em um esquema que simulava processos judiciais para tentar receber valores deixados por pessoas que já haviam morrido.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o grupo ajuizava ações fraudulentas nos Tribunais de Justiça de Minas Gerais e São Paulo, usando os nomes de pessoas falecidas como se ainda estivessem vivas. Documentos, contratos e notas promissórias falsos eram apresentados para tentar cobrar supostas dívidas.

As investigações apontaram que um dos golpes chegou a ser concluído, provocando um prejuízo de R$ 180 mil. O esquema teria conseguido induzir o Judiciário ao erro e obter a liberação de dinheiro por meio de alvará judicial.

Os quatro envolvidos são moradores de Sete Lagoas. As investigações foram conduzidas pelo Gaeco, com interceptações de comunicações e quebras de sigilos telefônico, telemático e bancário. Em 2025, duas operações foram realizadas para desarticular o grupo.

O principal operador recebeu pena de 23 anos e 3 meses de prisão, enquanto o apontado como mentor intelectual e principal beneficiário foi condenado a 19 anos e 3 meses. Os dois também deverão ressarcir R$ 189.357,71 à família prejudicada.

O advogado responsável pelo núcleo jurídico do grupo foi condenado a 9 anos e 3 meses, enquanto o quarto integrante recebeu pena de 5 anos e 9 meses.

As condenações são de primeira instância, e os réus ainda podem recorrer das decisões.

Fonte: O TEMPO | Foto: Eric Bezerra/MPMG

PROCESSOS FALSOS, MORTOS COMO “CREDORES” E R$ 189 MIL DE PREJUÍZO: GRUPO É CONDENADO

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