Um homem, acusado pelos crimes de homicídio qualificado, extorsão e tortura, foi condenado a 23 anos e três meses de prisão pela morte da sua companheira, em fevereiro de 2021, no bairro Vila Cemig, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Os julgadores também determinaram o pagamento de onze dias de multas, cada um deles com valor de um trigésimo do salário mínimo vigente à época dos fatos. A sentença foi publicada na quarta-feira (8).
A Justiça determinou ainda a prisão imediata do sentenciado, negando a ele o direito de recorrer em liberdade. O homem foi preso em flagrante no dia seguinte ao crime, dia 22 de fevereiro de 2021, e teve a sua prisão convertida em preventiva, conforme decisão do Juízo da Central de Recepção de Flagrantes (Ceflag). “Entendo ser necessária a manutenção da sua prisão cautelar, uma vez que a gravidade concreta do delito, ora reconhecido pelo Conselho de Sentença, por si só, já vulnerabiliza a garantir da ordem pública e aponta para a existência do periculum libertatis – risco para a ordem pública”, descreve a sentença.
O crime foi descoberto depois que um conhecido da vítima, Clenilda Alzira da Silva, à época com 43 anos, denunciou o desaparecimento dela. Na ocasião, o rapaz, que costumava dar carona para ela até o trabalho, disse que tocou a campainha da casa dela e não foi atendido. Ele ainda relatou que mandou mensagens para o celular dela, que foram visualizadas e não respondidas. Diante desses fatos, ele decidiu formalizar o ocorrido na Delegacia.
Após a denúncia, a polícia foi até a casa da vítima, sendo recebida pelo suspeito. Da janela, o agressor questionou a presença das equipes no local. Os policiais informaram que estavam à procura da mulher e que, logo em seguida, o homem retornou para o interior da residência e vários gritos, supostamente da vítima, foram ouvidos vindo do local. As equipes policiais começaram, então, a arrombar o portão a fim de verificar o ocorrido.
Ao entrar na casa, os policiais encontraram a vítima caída no chão, com vários ferimentos provocados por golpes de faca. A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital Júlia Kubitscheck, mas não resistiu. Durante a abordagem na residência do casal, o suspeito não ofereceu resistência, e foi rendido pelos policiais e conduzido para a Delegacia. A investigação indicou, à época, a possibilidade dela ter sido mantida em cárcere privado.
Fonte: O Tempo. Foto: Soraia Costa















